10 de julho de 2026
Nacional

Cadu ligou 12 vezes para a PM após o assassinato de Glauco

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A polícia de São Paulo confirmou ontem que Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu - que confessou ter matado o cartunista Glauco Vila Boas e o filho dele, Raoni -, ligou 12 vezes para o telefone de emergência da Polícia Militar, o 190, após o crime.

Por enquanto, a polícia tem apenas os horários das ligações feitas pelo celular de Cadu à PM, mas não sabe o conteúdo delas. A defesa do jovem afirma que as ligações foram feitas quando ele estava escondido em um matagal, e seu objetivo era se entregar. A PM ainda não forneceu o áudio das ligações.

Três das ligações foram feitas na noite do crime, 12 de março: 0h25, 0h34 e 0h36. A quebra de sigilo mostra que, no dia seguinte, ele fez mais nove ligações entre as 17h13 e as 19h03.

Caso

Glauco e Raoni foram mortos a tiros na casa do cartunista, em Osasco, na madrugada do dia 12, uma sexta-feira. Segundo as testemunhas, o suspeito chegou ao local e rendeu, primeiro, a enteada de Glauco, que mora em uma casa no mesmo terreno.

Cadu era conhecido da família por já ter frequentado a igreja Céu de Maria, que segue os princípios do Santo Daime e foi fundada por Glauco.

Segundo o relato das testemunhas, Cadu estava transtornado e delirava. Ele estava armado com uma pistola automática e uma faca. Glauco tentou negociar com Nunes e chegou a ser agredido. No meio da discussão, porém, Raoni chegou ao local de carro. Em seguida, Cadu atirou contra pai e filho, mas os motivos ainda não foram esclarecidos. Os dois chegaram a ser atendidos no hospital, mas não resistiram e morreram.

Cadu foi preso enquanto tentava fugir para o Paraguai. Ele permanece preso na carceragem da Polícia Federal em Foz do Iguaçu.

Na sexta-feira, a Polícia Civil apreendeu os computadores de Cadu e do estudante Felipe de Oliveira Iasi, 23, que transportou o rapaz de carro até o local do crime. A polícia quer saber se ambos trocaram mensagens antes e após o crime. Iasi também foi indiciado inquérito que investiga as mortes do cartunista e do filho.