09 de julho de 2026
Bairros

HB retomará cirurgias agendadas

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de o governo estadual anunciar, na tarde de ontem, que irá liberar recursos para normalizar o funcionamento do Hospital de Base (HB) de Bauru, a unidade informou que, na semana que vem, voltará a realizar cirurgias agendadas, cujos casos não são considerados de urgência e emergência. Ao todo, a Secretaria de Estado da Saúde irá destinar R$ 1 milhão à unidade, que deve ser depositado já na próxima semana, além de mais R$ 500 mil mensais.

A retomada das operações, segundo informou a assessoria de imprensa do HB, deve ocorrer assim que materiais básicos como gaze, luvas e máscaras – que, em vista do recebimento dos recursos, já teriam sido encomendados – chegarem ao hospital. Conforme o JC divulgou, anteontem o hospital suspendeu todas as cirurgias que haviam sido marcadas.

Quem dependia do procedimento mas não corria risco de morte teria de aguardar até que um novo agendamento fosse efetuado no Hospital Estadual (HE) de Bauru ou no Hospital das Clínicas de Botucatu, mantido pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Para se ter uma ideia, ontem as equipes médicas do HB realizaram apenas 19 cirurgias no hospital. Antes do cancelamento dos casos eletivos, costumavam operar, em média, cerca de 30 pacientes.

Diante da grave crise financeira pela qual passa a Associação Hospitalar de Bauru (AHB), mantenedora do HB e da Maternidade Santa Isabel, o dia de ontem teria sido marcado por intensas negociações entre seu interventor, Fábio Tadeu Teixeira, e o Estado. A verba adquirida, embora não seja suficiente para dar vazão à totalidade da demanda reprimida do hospital, deve ao menos possibilitar o cumprimento do cronograma de cirurgias já estabelecido.

Conforme relevou a assessoria do HB, as cirurgias que não forem consideradas urgentes continuarão sendo agendadas e o tempo de espera se dará conforme a capacidade de atendimento da unidade. Como já ocorria antes, a prioridade será dada às operações de urgência e emergência e os pacientes que quiserem maior agilidade na realização da cirurgia serão orientados a procurar outras unidades, como o próprio HE ou o Hospital das Clínicas de Botucatu.

Além do aporte financeiro extra anunciado ontem, o Estado repassa, em média, R$ 800 mil mensais à AHB. Conforme divulgou ontem o JC, esta colaboração não é obrigatória e, em 2010, por conta de queda na arrecadação, o governo parou de enviar o auxílio, embora os R$ 2,4 milhões oriundos do faturamento com Sistema Único de Saúde (SUS) continuem caindo todo mês no caixa da associação. No entanto, só de custeio dos dois hospitais (HB e Maternidade), segundo Teixeira, seriam gastos R$ 3,5 milhões a cada 30 dias, além de R$ 1 milhão em dívidas. O déficit seria da ordem de R$ 1 milhão por mês.