08 de julho de 2026
Nacional

Centenário de Chico Xavier emociona os seguidores do médium


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Uberaba - O centenário do mais importante médium do Brasil, Francisco Cândido Xavier, comemorado ontem, trouxe a Uberaba, no Triângulo Mineiro, centenas de espíritas para prestar homenagens a ele, seja levando flores ao mausoléu em que seu corpo está enterrado, no Cemitério São João Batista, seja participando dos atos de caridade mantidos por seus seguidores, na Casa da Prece.

A cidade amanheceu, segundo seguidores, com céu nublado e certa tristeza no ar. Eram lágrimas pela ausência de Chico Xavier e, por outro lado, lágrimas pela morte de Cristo, lembrada na Sexta-Feira da Paixão. No entanto, o filho adotivo do médium, o odontólogo Eurípedes Higino dos Reis, garantia aos que acompanhavam o culto realizado no mausoléu, pela manhã, que o dia era de alegria e que Chico Xavier estaria sorrindo para todos ao perceber o amor que tantos demonstram sentir por ele.

Para o médico Elias Barbosa, amigo por cinco décadas e revisor de grande parte das obras de Chico Xavier, o médium “era mais que um amigo, mas discípulo amado de Jesus, imerso na prática do bem, da humildade sem qualquer artifício, da paciência infinita, do respeito para com todos os seres humanos”.

Entre os que assistiam ao culto, estavam pessoas das mais variadas localidades do País. A maioria não escondia a emoção, deixando claro a todos que para eles Chico Xavier continua vivo em seus corações e trazendo-lhes consolo para as agruras da vida.

O médium e escritor Carlos Baccelli, que conviveu com Chico por 25 anos, e também acompanhava a programação, disse que se pode dividir o espiritismo no Brasil em antes e depois de Chico Xavier. Segundo ele, antes, havia um equívoco em relação ao espiritismo, que era confundido com uma seita, até de caráter demoníaco, por lidar com espíritos dos mortos. Baccelli destaca que Chico Xavier mostrou “a verdadeira face do espiritismo”. “Chico é a face do espiritismo. Ele era essencialmente cristão e até mesmo ecumênico. Orientava a quem o procurava sem jamais tentar converter quem quer que seja ao espiritismo, sem qualquer imposição, pois tinha atitude contrária ao proselitismo.”