09 de julho de 2026
Geral

Álbum da Copa gera expectativa de fãs

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 4 min

Independentemente da idade, o hábito de colecionar figurinhas ganha fôlego em ano de Copa do Mundo, quando até mesmo aqueles que não são tão adeptos do passatempo ou até mesmo do futebol, correm para as bancas e, mesmo que de quatro em quatro anos, aderem a verdadeira mania de completar álbuns e trocar figurinhas repetidas em busca dos chamados cards mais difíceis.

Encartado na edição de hoje do Jornal da Cidade, o livro ilustrado oficial da Fifa, distribuído pela Panini, parceira do JC e Associação Paulista de Jornais (APJ) na promoção, apresenta as 32 seleções que estarão em campo na África do Sul, a partir do dia 11 de junho. Além do álbum, quatro cromos autoadesivos serão distribuídos junto a exemplares do jornal, na edição de amanhã.

A dois meses do Mundial, os colecionadores e jornaleiros da cidade já se mobilizam. Os adeptos, antes mesmo do lançamento oficial do livro ilustrado, já correm às bancas para garantir os cromos e completar o álbum, com 640 ilustrações de craques, estádios e distintivos das seleções da Copa.

“A expectativa é grande para o álbum deste ano”, comenta o jornaleiro Jefferson Viegas Barbosa, proprietário da banca em frente ao supermercado Confiança Max, um dos tradicionais pontos de encontro de colecionadores em busca de trocar figurinhas, durante os períodos de Copa do Mundo. “Começamos a vender os pacotinhos ontem (sexta-feira) e o pessoal já procura bastante, antes mesmo do lançamento do álbum”, acentua o jornaleiro, que contabiliza cerca de 40 colecionadores em sua banca no primeiro dia de vendas dos pacotinhos com cinco cromos – comercializados a R$ 0,75. “Figurinhas atraem muita gente e de diversas idades, seja homem ou mulher”, incentiva.

Mesmo tido como atividade infantil, o hábito de colecionar figurinhas contagiou também os adultos, principalmente a partir da Copa do Mundo passada, em 2006, quando a coleção se tornou febre não apenas na cidade mas em todo o País.

Para o Mundial que se aproxima a expectativa não é menor. “Eu vou colecionar, estou mais animado para esta Copa”, empolga-se o garoto Alex Boteon, de 10 anos, que, na Copa passada, completou o álbum com uma bela ajuda da mãe e da tia, que, na ocasião, tomaram gosto pela coleção e mundo do futebol.

“Foi mais pelo Alex, mas a gente acaba tomando gosto. Começamos a comprar as figurinhas e a trocar também”, admite a funcionária pública Ana Paula Boteon Fagundes de Moraes, mãe do garoto, que, independentemente ao auxílio adulto, orgulha-se por ter completado o álbum de quatro anos atrás.

Em alguns casos, completar o álbum é tarefa não apenas para um colecionador, mas sim um mutirão envolvido na missão de conseguir as figurinhas mais difíceis. Aos 65 anos, o publicitário Mairton Farias, apesar de não se considerar um aficionado pelas ilustrações e álbuns futebolísticos, se empenhou firmemente na missão dos netos que, há quatro anos, com sua ajuda, completaram o álbum. “A gente corre atrás para ajudar filhos e netos e acaba curtindo junto”, admite o publicitário.

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Álbum completo de 1950 é relíquia de bauruense

Se o resultado final da fatídica Copa do Mundo de 1950, quando a seleção canarinho foi derrotada pelo Uruguai em pleno Maracanã, não é uma doce lembrança para o torcedor brasileiro, ao menos poucos privilegiados podem ter o orgulho de guardar uma legítima relíquia daquele mundial

Apesar de não terem os nomes lembrados na galeria dos campeões, Barbosa, Augusto, Juvenal, Bauer, Danilo, Zizinha, Maneca, Ademir, Jair e Rodrigues estão, ao lado de outras 12 seleções que disputaram a primeira Copa no Brasil, legitimamente escalados, ao menos na coleção completa guardada a sete chaves pelo bauruense Antônio Demerval Belgo, de 80 anos. “Não vendo, não troco e não dou. Esse álbum vai ficar para o meu neto”, decreta o colecionador, que começou a juntar figurinhas ainda no campeonato paulista da década de 1930, quando aglutinava as ilustrações de seu time do coração, o Corinthians. “Coleciono desde essa época. Infelizmente muitos álbuns acabaram se perdendo com o tempo. Mas esse da Copa de 1950 guardo com carinho, até mandei plastificar para as páginas não se danificarem”, detalha.

Na época, recorda Belgo, as figurinhas vinham nas embalagens das balas da “Indústria de Balas e Chocolates ‘A América’ LTDA”, com os álbuns vendidos por jornaleiros. “A cada álbum completado o colecionador trocava por brindes. Por isso é difícil encontrá-los”, justifica o colecionador, que está atento para completar o álbum de 2010.