08 de julho de 2026
Esportes

Botar a bola no chão é a ordem

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 2 min

Na partida contra o São José, a principal, e praticamente única, arma noroestina foram os levantamentos para a área rival. Foram cruzamentos e bolas alçadas na esperança de uma cabeça alvirrubra empurrar a bola para as redes e concretizar a vitória. O triunfo veio, mas depois de muito sofrimento. Aos 48 do segundo tempo, em mais uma jogada aérea, o goleiro Matheus soltou a bola que estava dominada e Marcinho marcou o gol da partida.

Ninguém no Norusca quer repetir o sufoco na partida de hoje, conta o União São João. Por isso, a ordem é colocar a bola no chão e buscar variações para chegar ao gol. “A característica do nosso time, logo depois que passamos do meio-campo, é alçar muitas bolas na área. Vamos tentar criar oportunidades pelo chão, na tabela, na aproximação, fazer um pivô com o Zé (Carlos). A gente tem conversado isso e vamos tentar colocar em prática no jogo de domingo (hoje)”, aponta o meia Doda, principal responsável pela criação alvirrubra.

Adílson, que vem atuando como meia, concorda com o companheiro de setor. “A gente usou bastante a bola aérea, mas devido à marcação adversária. A gente tem que botar a bola no chão e partir para a jogada individual para fazer os gols. Temos que ter mais tranquilidade na posse de bola”, entende.

O jogador, lateral-esquerdo de origem, afirma que tem procurado se adaptar o mais rápido possível à função de meia. “É só questão de adaptação. Estou procurando ajudar a equipe da melhor maneira possível”, declara. Adílson não acredita que a dificuldade de criação do Noroeste seja provocada pelo fato do time jogar com três volantes. “Tem o Doda, tem jogadores de qualidade, o Júlio (César), que vem de trás, o próprio Pulga. É mais questão de adaptação e a gente tem que se acostumar com isso”, comenta.