11 de julho de 2026
Internacional

Depois de dez anos, Santo Sudário volta a ficar exposto em Turim


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Turim - O Santo Sudário de Turim, a mortalha que teria coberto o corpo de Jesus Cristo no sepulcro, foi colocado em exibição ontem, pela primeira vez em dez anos, na catedral da cidade, no norte da Itália. Até 23 de maio está prevista a visitação de mais de 2 milhões de pessoas à capela real da catedral de São João Batista de Turim, onde acontece a exposição.

O Santo Sudário, uma peça de linho de 4,36 m de comprimento por 1,10 m de largura na qual, segundo a tradição, ficou gravada a imagem do corpo de Cristo crucificado, foi encontrado em meados do séculos 14 perto de Troyes, na França. Desde então seguiu-se uma batalha entre cientistas céticos e os que acreditam em sua autenticidade.

Historiadores com base na datação pelo método do carbono 14, realizada em 1988, asseguram que o lençol foi fabricado na Idade Média, entre 1260 e 1390. Mas esta evidência não foi confirmada. Apesar da polêmica, a relíquia desperta fascinação nos fiéis. O presidente da comissão arcebispal de Turim para o Santo Sudário, Giuseppe Ghiberti, o qualifica de “instrumento de evangelização”.

O Vaticano nunca se pronunciou sobre sua autenticidade. Os peregrinos têm, cada um, entre três e cinco minutos, para admirar uma das maiores relíquias da Cristandade.