Toda turma tem o grandão e o pequenino. E você, de qual time faz parte? Saiba que é normal crianças da mesma idade não apresentarem a mesma altura, e isso tudo em função do próprio tamanho dos pais e outros fatores, como alimentação, por exemplo.
Cibele Cabogrosso Pedrozo é médica endocrinologista que, entre outras coisas, trata do crescimento. Ela explica que a altura que cada um vai ter quando adulto é determinada pela genética, ou seja, depende do tamanho de seus pais. É como naquela velha frase que você já deve ter ouvido: “Filho de peixe, peixinho é”. Porém, existem alguns fatores que podem colaborar ou prejudicar o crescimento.
Você é do tipo que gosta de brincar, pular corda, praticar jiu-jitsu, judô, karatê, jogar futebol, basquete, vôlei ou andar de bicicleta? Se gosta de caminhar e se exercitar, está no caminho certo. Atividades como estas ajudam muito no crescimento e desenvolvimento do corpo. “Algo muito importante para estimular o crescimento dos ossos é a prática de atividades físicas”, afirma Cibele.
Letícia Oliveira Baptista de Carvalho e Maria Clara Bezerra de Toledo têm 10 anos de idade e estudam no 5º ano do Colégio São José. Apesar das idades serem iguais, o tamanho das duas é bem diferente e elas se divertem com isso.
“Adoro ser alta porque isso favorece na hora do esporte, como o vôlei, que tanto gosto, ou o basquete”, diz Maria Clara. E quem disse que ser baixinha é ruim? “Gosto muito de ser pequena, não me dou muito bem com o basquete e o vôlei como a Maria Clara, mas gosto do carinho que recebo por ser pequena. Minha família e meus amigos vivem me pegando no colo”, completa Letícia.
Ver o lado bom de cada altura faz com que o tema seja tratado com tranquilidade pelas crianças. A galerinha do 5º ano do Colégio Criarte se divertiu ao falar com a reportagem do JC Criança sobre ser baixinho ou altinho. Foi aquela algazarra, todo mundo querendo falar o porquê é bom ser pequeno ou grande, e cada um tem uma opinião diferente sobre o assunto.
“Gosto de ser pequena porque não preciso sentar no fundão na sala de aula e nunca me deram apelidos por causa disso”, garante Olívia Ban Navarro Bergamaschi, 10 anos. Lucas Daniel Caetano, 9 anos, concorda com a amiga. “Quem é menor pode ser mais rápido”, aponta.
Já João Marcelo Riccardelli Riehl, Luiza Rodrigues de Lima e Bruno Martins de Carvalho, todos com 10 anos, são três dos maiores da turma e também gostam da altura que têm. “Posso alcançar lugares que muitos não conseguem. Sei que é importante praticar esportes e ter uma boa alimentação para, além de crescer, ficar forte”, diz João Marcelo.
Meninas primeiro
Quem cresce mais rápido, os meninos ou as meninas? Devido às alterações hormonais da puberdade, as garotas podem iniciar o estirão do crescimento antes dos meninos, mas isso não é regra.
De acordo com a endocrinologista Cibele Cabogrosso Pedrozo, o tal estirão, quando a criança parece esticar, normalmente ocorre após os 9 ou 10 anos de idade.
“Quando o crescimento acelera muito antes disso, pode haver problema de puberdade precoce, o que pode ser tratado”, aponta a médica.
Ida ao médico
Caso você e seus pais acreditem que seu crescimento está muito lento, podem procurar um pediatra para a realização de exames como a idade óssea, que é como um raio X da mão e do punho. “Esse exame mostra se o crescimento ósseo está de acordo com a idade da criança”, explica a endocrinologista Cibele Cabogrosso Pedrozo.
Se houver atraso da idade óssea, o ideal é procurar um endocrinologista, que vai solicitar alguns exames de sangue e de hormônios para detectar algum problema que pode ser a causa da baixa estatura. “Se houver problema, o médica vai avaliar qual o medicamento ideal, se vitaminas, cálcio ou hormônios”, aponta Cibele.
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Comer comer, comer comer, é o melhor para poder crescer...
Para crescer forte e se tornar um adulto saudável, a boa alimentação é muito importante. E não importa se você é alto, baixou ou tem estatura mediana.
Alimentos que contenham cálcio, como o leite, iogurte e queijos, não podem faltar em sua dieta diária. As vitaminas encontradas nas verduras, frutas e legumes também são indispensáveis. Já as carnes e os ovos devem estar no prato da garotada porque possuem ferro, minerais e proteínas, indispensáveis para o crescimento dos ossos e músculos.
Quem sabe direitinho sobre a importância da boa alimentação para o crescimento é Stephanie Ando Itami, 9 anos. “Todos os dias eu como bastante para crescer e ter saúde porque sei o quanto isso é importante.” O apelido da menina é Chuchu por causa do seu tamanho. “Quando eu era menor, minha avó me deu esse nome e gosto dele”, diz.
Já Luiz Felipe Davi Pascon, 10 anos, é chamado por um amigo de Minotauro, isso porque ele é grande e forte. “Sempre recebo apelidos, mas não ligo porque significa que sou forte”, afirma.
Muitas crianças colocam apelidos umas nas outras por causa do tamanho, isso é até divertido, mas quando os nomes não ofendem e o amigo leva na brincadeira e concorda. Afinal, todos são iguais e tamanho não é documento. Os menores têm suas vantagens, assim como os maiores.
E, se por um lado, alguns alimentos são capazes de ajudar, outros podem atrasar o crescimento. Doces, massas, lanches, refrigerantes e bolachas possuem grande quantidade de carboidratos e poucas vitaminas e minerais.
“É muito importante fazer todas as refeições do dia com um prato bem colorido por verduras e legumes, assim a criança consegue consumir todas as necessidades diárias de nutrientes importantes para o crescimento e aumenta a resistência física”, aconselha a nutricionista Eliane Petean Arena.
Mas isso não significa que você precisa parar de comer suas delícias preferidas. Eliane explica que esses alimentos que todo mundo gosta, mas que não trazem benefícios à saúde, podem ser consumidos, porém, em quantidades menores. “É gostoso mesmo. Mas os lanches e biscoitos não devem substituir o arroz, feijão, carne e salada. Você deve comê-los em pequenas quantidades e somente de vez em quando”, alerta.