Meu Deus! Até quando esses inocentes serão sacrificados? Discorro abaixo a realidade que conheço do CCZ. Fui voluntária por um bom tempo no CCZ. Agia da seguinte forma: na sexta-feira verificava quantos animais havia nas baias, anunciava no JC (domingo), fazia triagem das ligações recebidas (em geral de 80 a 150 chamadas) e na segunda-feira ia ao CCZ, com meu carro e retirava-os, um a um, para entregar ao adotante em sua residência (teve semana de serem retirados 9 animais). Bem, ao todo foram mais de 250 animais.
Mas desde aquela época a eutanásia já era feita indiscriminadamente pela diretoria do CCZ. Muitos animais que eu já havia encontrado um novo lar, quando lá chegava o pobrezinho já tinha ido para a eutanásia e, na sexta-feira, estava perfeitamente saudável (daí mostra como a eutanásia é feita indiscriminadamente lá dentro, geralmente em dois horários: 9h e 15h).
Bem, me cansei da luta inglória, pois eu lutava sozinha contra a instituição. Com tudo isso recebi por parte da direção um apelido muito gentil: “a louca”. Sim, era dessa forma que se referiam à minha pessoa, por lutar pela vida. Foi então que eu e uma amiga fizemos um abaixo-assinado em plena Batista de Carvalho, do qual conseguimos 3.000 assinaturas contra a eutanásia praticada no CCZ e entrou-se com um processo na Procuradoria Federal, mas creio nunca ter havido resposta. Após ter-me exposto publicamente contra o CCZ, passei a ser “persona non grata” lá dentro e fui proibida de lá pisar.
Infelizmente, quem saiu perdendo foram os AUmigos e os MIAUmigos, pois desconheço que outra pessoa ou até mesmo alguma ONG fizesse esse tipo de trabalho: tirar os animais saudáveis do CCZ e encaminhá-los para adoção. Encerro este breve relato com uma pergunta que não quer calar: como pode haver tantas denúncias contra a matança indiscriminada e o prefeito municipal, que se diz ambientalista (animais fazem parte do meio ambiente), não tomar providência nnhuma? O mínimo que se espera é tirar a atual diretoria do comando. Será que alguém pode responder?
Obs.: Coloco-me à disposição daqueles que lutam pela causa animal para testemunhar contra o CCZ de Bauru, inclusive munida da documentação que disponho.
Maria Lúcia Tristão