09 de julho de 2026
Nacional

Pão de Açúcar revê fusão com Casas Bahia

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O grupo varejista Pão de Açúcar confirmou ontem que deve rever a fusão com as Casas Bahia, conforme anunciada no início de dezembro passado.

Notícias da imprensa especializada apontam que a família Klein (fundadores das Casas Bahia) estava insatisfeita por ter vendido o controle do negócio e acreditava que o negócio havia sido subavaliado.

Em nota ao mercado, a diretoria do Pão de Açúcar apontou que as partes envolvidas “manifestaram interesse de rever a associação”.

“CBD e Globex (Ponto Frio) consideram que o Acordo de Associação celebrado é válido e perfeitamente eficaz, tendo se manifestado no sentido de continuar em discussões com vistas a um entendimento de forma a assegurar a implementação da associação”, finaliza a diretoria do Pão de Açúcar.

A compra do controle da Casas Bahia transformou o Pão de Açúcar na quinta maior empresa do país, com R$ 40 bilhões de faturamento. Os grupos se tornaram sócios de uma nova holding, que é dona da Globex, rede de bens duráveis que era subsidiária integral do Grupo Pão de Açúcar. Para ficar com o controle (51%) da nova empresa, o Pão de Açúcar entrou com a rede Ponto Frio, avaliada na operação em R$ 1,23 bilhão, e com a rede Extra Eletro, avaliada em R$ 120 milhões.

A Casas Bahia entrou com ativos e passivos operacionais, incluindo 25% da fábrica de móveis Bartira, pertencente à família Klein, e uma dívida líquida de curto prazo no valor de R$ 950 milhões. Já contabilizada a dívida, a parte da Casas Bahia (49%) foi avaliada em R$ 1,29 bilhão.

Quando a operação foi anunciada, no dia 4 de dezembro, a previsão era que a conclusão do negócio levaria seis meses.

Ações caem

O Pão de Açúcar desabou na Bovespa após o grupo varejista ter informado que a Casas Bahia manifestou intenção de rever o acordo de fusão firmado em dezembro de 2009. Às 10h28, a ação da companhia tinha baixa de 5,19 por cento, a 58,88 reais, de longe o pior desempenho do Ibovespa, que caía 0,35 por cento no mesmo instante.

Para analistas do setor, grande parte do desempenho das ações do Pão de Açúcar desde então - no período, os papéis subiram cerca de 9 por cento - tem a ver com as sinergias que a companhia ganhará com a fusão.

“Nossa recomendação de compra inclui ganhos ainda não capturados com a fusão”, comentou o Deutsche Bank, em relatório. “Se houver uma renegociação, e dependendo do que ela embutir, isso poderá ser negativo para o Pão de Açúcar”.