10 de julho de 2026
Nacional

Governo fixa limite de 7 por cento para reajuste de aposentadoria

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - As divergências entre a Câmara e o Senado levaram o governo a endurecer ontem a negociação sobre o reajuste das aposentadorias acima do salário mínimo. Os ministros Carlos Eduardo Gabas (Previdência) e Paulo Bernardo (Planejamento) afirmaram que o compromisso do governo se limita ao índice de reajuste já concedido: 6,14%.

Depois de acertar aumento de 7% com líderes da bancada governista na Câmara, o Executivo foi surpreendido pelos partidos aliados no Senado, que defendem aumento de 7,71%. A aplicação de qualquer um dos percentuais seria retroativa a janeiro, quando o governo deu 6,14%.

Para pressionar os dissidentes, o governo adotou o discurso de que não se compromete com reajuste maior que o já previsto na medida provisória em discussão no Legislativo. Gabas declarou que o Executivo já fez sua parte e que não há endosso sequer ao aumento de 7%.

Segundo Bernardo, não há mudança. “Nossa posição é (pelo reajuste de) 6,14%. Mas não tenho condição de obrigar nenhum líder a fazer o que a gente acordou com as centrais. Acho que o presidente vai vetar, mas não posso dizer pelo presidente. Demos reajuste acima da inflação e não achamos razoável simplesmente, porque tem eleição, todo mundo querer fazer grandes bondades.”

No entanto, o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) rejeitou apenas aumento acima de 7% para os aposentados. “Não nos responsabilizamos com nenhuma outra proposta (mais que 7%), além daquilo que o governo suporta.”

Os deputados da base disseram que querem votar o reajuste maior proposto pelos senadores. “Queremos um acordo que englobe a Câmara e o Senado”, disse o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN). Padilha disse ainda que já se reuniu com o líder do governo, senador Romero Jucá (RR), e que foi claro ao dizer que reajuste maior não será possível.