10 de julho de 2026
Pesca & Lazer

História de pescador: O biguá no azul


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Eu estava pescando no rio Tietê, lá pras bandas da barragem de Bariri. Estava a pescar de molinete e pegando muitas mandiúvas gordas, que naquele tempo eram uma facilidade de pegar. Hoje está tão difícil de fisgar a dita cuja devido à pesca predatória! E só se for pescar embarcado, que não é o meu caso, porque só pesco de barranco.

Naquele dia, ao arremessar o molinete, aconteceu um imprevisto. O arremesso foi direto para um bando de biguás que estavam a pegar peixes e eu fisguei um deles. Ao se sentir fisgado, um deles saiu voando e levando a linha do meu molinete. Eu segurei firme até que chegaram ao fim os meus 80 metros de linha do meu carretel e o biguá ficou preso.

Foi difícil segurar o molinete. Decidi, então, começar a recolher a linha e o biguá se debatendo. Eu queria tirar o anzol da perna do coitado, mas não consegui porque ele estava se debatendo muito.

A uns 2 metros da linha chegar até ao molinete, eu a cortei. Lá se foi o briguento biguá com o anzol preso na sua perna e mais 2 metros de linha 50. Não sei como ele se virou para livrar do anzol, mas que deu uma dó danada do biguá... Fazer o quê, aconteceu! Eu fiz o que pude para livrá-lo do anzol.

Florindo Martins é pescador e contador de histórias.