No começo da noite de anteontem, às 19h20, três homens roubaram um posto de combustíveis no Jardim Nicéia. Armados, eles ameaçaram e bateram em dois frentistas que trabalhavam no momento, subtraindo cerca de R$ 1 mil e uma máquina para passar cartões de banco, segundo informou a Polícia Militar (PM). Com a fuga frustrada em decorrência da falha na partida do veículo, eles teriam fugido a pé.
Dois acusados, Reginaldo Cristiano Gelme, 26 anos, e Diego Zuicker da Silva, 22 anos, foram detidos logo em seguida, nas imediações do local da ocorrência. No início da noite de ontem, o delegado Cledson Luís do Nascimento, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), determinou a prisão em flagrante de ambos. Eles passariam a noite na Cadeia de Duartina e hoje devem ser encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru.
De acordo com o soldado Sérgio Alves Júnior, da Base Comunitária Sul da PM, que atendeu a ocorrência acompanhado pelo cabo Alan Norberto de Souza, os suspeitos teriam deixado o Gol prata utilizado na ação, de propriedade de Reginaldo, a 50 metros do local.
Segundo a PM, com o rosto coberto com a camiseta, o trio chegou a pé e armado, ameaçando os dois frentistas que estavam de serviço. Desferiram-lhes socos e chutes, contaram as vítimas à polícia. No entanto, uma cliente do supermercado situado ao lado do estabelecimento viu a ação dos ladrões e acionou o 190 da PM.
Chegando lá, o soldado Sérgio avistou três homens saindo de um Gol e fugindo a pé. Um deles se separou e os policiais seguiram no encalço dos outros dois.
Depois da perseguição, Reginaldo e Diego foram capturados e, ao realizar buscas dentro do carro, o soldado Sérgio encontrou a máquina para passar cartões de banco, de propriedade do posto de combustíveis, no interior do veículo. Os suspeitos atribuíram a posse das três armas e de todo o dinheiro roubado ao terceiro indivíduo, vulgo “Baiano”.
Segundo o advogado de defesa dos acusados, Ricardo Soubhie, não há prova formada contra seus clientes. Nem o reconhecimento das vítimas foi satisfatório na opinião dele.
O advogado explica que Reginaldo estava no local onde foi detido porque o combustível do veículo havia acabado. Ele foi liberado há poucos meses do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru. Antes, havia sido detido por tráfico de entorpecentes.