08 de julho de 2026
Internacional

Mal nunca tem a última palavra, diz papa

Folhapress
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Cidade do Vaticano - O papa Bento XVIcelebrou ontem seus 83 anos relembrando discurso proferido na sua visita à Terra Santa, no ano passado, no qual disse que “o mal nunca tem a última palavra, o amor é mais forte que a morte, e o nosso futuro está nas mãos de um fiel e misericordioso Deus”.

Em rápidas declarações de agradecimento, o papa fez uma referência indireta à crise que afeta a Igreja Católica, após denúncias de abusos sexuais envolvendo religiosos.

Ele pediu às pessoas para “orarem pelas necessidades da Igreja universal, e de implorar por uma renovada efusão dos dons do Espírito de santidade, unidade e zelo missionário em todo o povo de Deus”.

Bento XVI é alvo de uma onda de críticas pelo suposto acobertamento dos escândalos de pedofilia pela igreja antes do seu papado - em alguns casos, envolvendo ele próprio, quando ainda era o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Bispo condenado

Em outro caso embaraçoso para o papa, o bispo britânico Richard Williamson foi condenado ontem na Alemanha a pagar uma multa de US$ 13,5 mil por negar o Holocausto em entrevista de TV no final de 2008.