09 de julho de 2026
Regional

Samu regional vai integrar 16 cidades

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Dentro dos próximos meses, 16 municípios da região passarão a funcionar de maneira integrada à Central de Regulação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com sede em Bauru. A medida pretende reduzir o tempo de espera entre a comunicação de uma ocorrência e seu atendimento, aumentando as chances de sucesso no socorro. Uma reunião com os prefeitos das cidades que aderiram ao processo de regionalização do Samu está marcada para o próximo dia 29, às 14 horas, em Bauru.

Na primeira etapa do projeto, serão seis bases operacionais instaladas em Agudos (36 mil habitantes), Duartina (Duartina Cabrália, Lucianópolis e Avaí – 38 mil habitantes), Iacanga (Iacanga e Reginópolis – 18 mil habitantes), Pederneiras (Pederneiras e Macatuba – 60 mil habitantes), Pirajuí (Pirajuí, Presidente Alves e Balbinos – 39 mil habitantes) e Lençóis Paulista (Lençóis Paulista e Borebi – 65 mil habitantes). Na segunda etapa, Piratininga (12 mil habitantes) e Arealva (7,8 mil habitantes) também terão uma base do Samu.

Segundo a diretora de enfermagem do Departamento de Urgência e Emergência (Due) da Secretaria de Saúde de Bauru, Laudicéia Crivelaro, no encontro do dia 29, será definida a forma de operacionalização do sistema na região. “Eles (prefeitos) estão pedindo para a Telefônica para direcionar o chamado 192 de suas cidades para a central de Bauru”, revela. O processo de transferência das chamadas, contudo, poderá demorar até 90 dias para ser concluído.

A diretora explica que a regionalização do SAMU depende também de habilitação, por parte do Ministério da Saúde, vinculada ao cumprimento de alguns pré-requisitos definidos em reunião com as prefeituras ocorrida no último dia 13. Segundo ela, a União fica responsável pelo fornecimento das ambulâncias de suporte básico. Já as cidades têm que contratar os funcionários e adquirir o imóvel para a instalação da base de atendimento, os uniformes das equipes, os equipamentos para as viaturas e os materiais necessários ao atendimento.

Cada uma das cidades contará com cinco equipes de atendimento, formadas por cinco auxiliares ou técnicos de enfermagem e cinco motoristas. Os funcionários terão que passar por curso de capacitação, que será realizado de 17 à 28 de maio.

Hoje, Crivelaro conta que o SAMU não abrange os municípios da região. “Hoje, a gente só atende Bauru”, diz. Para exemplificar os prejuízos dessa limitação, ela cita o acidente ocorrido na manhã do último sábado, entre Avaí e Duartina, quando duas pessoas morreram após colisão envolvendo uma Kombi e uma caminhonete. Em razão da necessidade de socorro rápido às vítimas, muitas delas foram transportadas ao Pronto Socorro Central (PSC) de Bauru em ambulâncias municipais sem estrutura adequada para atendimento de urgência.

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O funcionamento

A partir da operação do novo sistema, o chamado 192 feito à Central de Regulação do Samu em Bauru, imediatamente, vai gerar a chamada de uma viatura da base mais próxima, no caso Duartina, que se deslocará até o local do acidente para socorrer as vítimas.

“Se for uma coisa simples, vai para a própria cidade”, conta, ou para o município mais próximo que contar com uma melhor estrutura de atendimento. “Se for grave, vem para Bauru”, conta Laudicéia Crivelaro.

Com a entrada em operação do sistema regionalizado do Samu, Crivelaro acredita que haverá uma redução significativa no tempo de espera entre a comunicação de uma ocorrência de urgência e o socorro médico, o que irá se traduzir no salvamento de mais vidas, sobretudo em municípios de pequeno porte.

“O objetivo é facilitar o deslocamento dessas pessoas para Bauru, fazer com que ele venha regulado, que venha já direcionado para onde elas vão”, diz. “É um programa do Ministério (da Saúde) não mais fundar Samu, e sim regionalizá-lo”, completa.