Depois de trabalhar praticamente toda a sessão em queda, a Bovespa acabou sucumbindo nos seus minutos finais à melhora em Wall Street. Virou e fechou com pequena alta, ajudada pela inversão para cima de Vale e siderúrgicas. O discurso de Barack Obama deu fôlego às compras em Nova York e acabou ofuscando as preocupações que predominaram durante o dia com a Grécia.
O Ibovespa terminou o dia de ontem em alta de 0,10%, aos 69.386,41 pontos. Na mínima, registrou 68.081 pontos (-1,79%) e, na máxima, os 69.528 pontos (+0,30%). No mês, a Bolsa perde 1,40% e, no ano, sobe 1,16%.
Durante praticamente toda a quinta-feira, as bolsas norte-americanas e brasileira trabalharam em baixa, reagindo à notícia de que a Eurostat aprofundou a previsão de déficit fiscal da Grécia. O fato de a agência de classificação de risco Moody’s ter rebaixado o rating dos bônus gregos também pesava sobre os negócios e os investidores trataram de fugir do risco. O euro foi penalizado, assim como as commodities. A Bovespa entrou nessa conta, mas no final acabou se beneficiando da melhora de Nova York.
O que levou os investidores a voltarem a comprar ações em Wall Street foi o discurso no qual Obama pediu novamente aos executivos de bancos para retirarem de Washington os lobistas que estão combatendo “furiosamente” a reforma regulatória do setor financeiro. O mercado aproveitou para reagir ainda ao dado positivo do setor imobiliário divulgado pela manhã (as vendas de imóveis residenciais usados subiram 6,8% em março, ante previsão de alta de 3,8%). O Dow Jones terminou em elevação de 0,08%, aos 11.134,29 pontos, o S&P subiu 0,23%, para 1.208,67 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,58%, aos 2.519,07 pontos.
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RENDA FIXA
Renda bruta: 9,04%
Ganho líquido/30 dias: 0,58%
Pela taxa média de 9,04% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 21 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,75% e líquido de 0,60%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 7,23% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,61% e líquida de 0,48%.
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BOLSA DE SP
Bovespa: alta de 0,10%
Volume: R$ 6,48 bilhões
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou o dia de ontem com uma valorização de 0,10%, aos 69.386,41 pontos e com um volume financeiro de R$ 6,48 bilhões negociados.
Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones subiu 0,08% e o índice Nasdaq teve uma alta de 0,58%.
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OURO
Ouro/grama: R$ 69,00
Variação: estável
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro terminou o dia negociado a R$ 69,00, estável em comparação com o fechamento da última terça-feira.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de NY, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,141,60, apresentando queda de 0,38% às 17h55 de ontem.
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DÓLAR
Comercial: R$ 1,763
Variação: alta de 0,57%
O dólar comercial encerrou a quinta-feira com uma valorização de 0,57%, valendo R$ 1,761 na compra e R$ 1,763 na venda. O dólar paralelo fechou o dia estável, negociado a R$ 1,770 para a compra e a R$ 1,940 para a venda. O dólar turismo teve uma alta de 0,22%, cotado a R$ 1,717 na compra e a R$ 1,850 na venda.
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Tendências no mercado
Contratos de dólar futuro com vencimento em maio fecharam a R$ 1,766,50 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), em alta de 0,74% às 17h59. O Índice Bovespa Futuro para junho fechou em alta de 0,03% aos 70.100, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 10,670% e 12,070%, respectivamente.