Graças à benevolência da direção do Jornal da Cidade, têm sido inseridos em suas edições meus entendimentos sobre determinadas matérias, sempre, evidentemente, visando o bem comum e, às vezes, tentando corrigir descalabros dos poderes constituídos. Em razão disto recebo telefonemas de leitores do JC cumprimentando pelo acerto dos comentário e, também, solicitando esclarecimentos nos pontos duvidosos.
Foi o caso da Cohab, que aventamos sua autofalência, onde foi contratada assessora (gasto supérfluo) para contrariar nossa sugestão; aliás, agora na pauta para dissolução em longo prazo. Mas no momento o que me consultam é sobre a compra da Estação da NOB pela Prefeitura. Entendo tratar-se de compra que já deveria ter sido realizada há muito tempo. São 13.570 metros quadrados de área construída que, se atribuídos R$ 500,00 por metro quadrado, teremos R$ 6.785.000,00, edificados numa área de 13.093 metros quadrados que, pelo mercado, vale aproximadamente R$ 300,00 por metro, ou seja, R$ 3.927.900, donde se deduz tratar-se de negócio ótimo para o Município.
É lamentável que os empreendedores de nossa cidade não tenham se interessado pelo assunto. Questionam o envolvimento de advogados e seus honorários na ação trabalhista. É assunto interna corporis entre Sindicato e seus associados. Mas é importante lembrar que os advogados estão trabalhando há anos na defesa dos ferroviários merecendo, naturalmente, devem receber por sua paciência e denodo perante o processo judiciário. Ao senhor Youssef Silva, meu principal questionador, espero ter esclarecido o assunto.
Itamir Crivelli - advogado)