10 de julho de 2026
Nacional

Temporal deixa 45 mil pessoas sem energia elétrica no Paraná

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Curitiba - A Defesa Civil do Paraná contabilizava, até a tarde de ontem, cerca de 22 mil paranaenses sofrendo diretamente as consequências das chuvas fortes que começaram a cair anteontem e provocaram principalmente danos às residências. Desses, 5,4 mil estavam em abrigos públicos ou em casas de parentes e amigos, de acordo com boletim distribuído às 17h15. Além deles, o órgão estadual citava 45 mil curitibanos sem fornecimento de energia elétrica. A Companhia Paranaense de Energia (Copel) disse que, até o fim da tarde, 7,8 mil domicílios estavam sem luz.

Em Cascavel, no oeste, havia o único registro de pessoa ferida em decorrência de ventos. Um portão atingiu a cabeça de um homem. Ele foi internado, mas não corria risco de morte. As estações meteorológicas registraram ventos com cerca de 100 quilômetros por hora no início da madrugada de anteontem na cidade.

No aeroporto, um avião da Trip, com capacidade para 68 passageiros, que estava estacionado, girou na pista. A cauda da aeronave ficou danificada, em razão do choque com uma telha. Partes do saguão e de hangares particulares tiveram as coberturas arrancadas e a pista ficou interditada até por volta das 10h. Em Cascavel, 80 casas foram destelhadas.

Outra situação delicada foi enfrentada em Francisco Beltrão, no sudoeste, onde rios transbordaram e obrigaram 950 pessoas a deixarem as casas. Parte delas precisou de auxílio da prefeitura para ser abrigada.

Em General Carneiro, no sul do Paraná, as águas formaram um rio com cerca de 1,5 metro de profundidade no centro da cidade e levaram 130 pessoas a abandonarem as residências. Em Prudentópolis, também na região sul, o trevo de acesso à cidade foi interditado na BR-277, pois o asfalto cedeu abrindo um buraco com cerca de 2 metros de largura.

Em municípios da região metropolitana de Curitiba, como Pinhais, Colombo, Almirante Tamandaré e Araucária, as tempestades provocaram alagamentos em várias ruas, dificultando o tráfego de automóveis. Em alguns locais, o acesso era feito apenas por meio de barco. O maior problema foi sentido por cerca de 4,2 mil moradores de Colombo, dos quais 300 precisaram de abrigo público e o restante foi para a casa de parentes ou conhecidos.

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Estragos em Santa Catarina

São Paulo - As chuvas que atingem Santa Catarina há dois dias provocaram estragos em 13 cidades do Estado. Cerca de 1.300 pessoas tiveram que deixar suas casas por causa da enxurrada. A população afetada pelas chuvas chega 13.292.

Em Rio do Campo, no vale do Itajaí, cem casas foram alagadas pela enxurrada e 350 pessoas foram desalojadas. Em Rio das Antas, cerca de 600 pessoas foram desalojadas. Em Videira, um dos municípios mais atingidos, 230 pessoas tiveram que deixar suas casas depois que o nível do rio do Peixe, que cruza a cidade, subiu. Em Caçador, 25 casas foram alagadas no centro da cidade e em outros cinco bairros.

Segundo a Defesa Civil do Estado, as chuvas atingiram os municípios de Santa Cecília, Caçador, Lebon Régis, Dona Emma, Concórdia, Presidente Getúlio, Rio das Antas, Rio do Campo, Rio Negrinho, Santa Terezinha, Timbó Grande, Videira e Calmon.

De acordo com o Centro de Informações de Recursos Ambientais e Hidrometeorologia de Santa Catarina, a intensidade da chuva diminui ontem no Estado por causa do deslocamento de uma frente fria para o Sudeste do Brasil e a chegada de uma massa de ar frio, que favorece a queda das temperaturas, mas que também pode provocar rajadas fortes de vento, mais intensas nas áreas próximas do mar.

A Defesa Civil do Estado alerta que podem ocorrer ondas de 2,5 a 3 metros no litoral catarinense, com risco para a navegação.

No fim de semana, devem voltar a ocorrer temporais em todas as regiões, com risco de alagamentos em pontos isolados no Estado.