10 de julho de 2026
Internacional

Sensor de avião da Air France estava sujo, aponta perícia


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Paris - Deficiências na manutenção do Airbus A330 que caiu no oceano Atlântico no dia 1 de junho do ano passado após sair do Rio de Janeiro, matando 228 pessoas, podem ter contribuído para o acidente, embora não possam ser apontadas como a causa exclusiva ou a mais determinante para a tragédia.

A informação consta de um relatório preliminar elaborado por peritos judiciais franceses, cujo teor parcial foi divulgado ontem pelo jornal parisiense “Libération’’. Segundo o jornal, o documento, que será finalizado em dezembro, aponta que os sensores pitot, que ajudavam o piloto a saber a velocidade da aeronave, podem ter falhado porque não estavam sendo limpos com a devida frequência.

Os sensores, dizem os peritos, ficaram rapidamente cobertos por uma camada de gelo, o que impediu o correto funcionamento dos equipamentos. O avião, antes de cair, atravessava uma forte tempestade. Pouco depois do acidente com o voo AF-447, o congelamento dos sensores já era apontado pelos investigadores como uma das prováveis causas do acidente.

Os analistas extraíram nove sondas da aeronave e algumas apresentavam um aspecto externo muito degradado ou razoavelmente degradado. Para eles, isso pode ter sido causado pelo tempo (horas de voo) e/ou período transcorrido desde a última manutenção.

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Nova tentativa

Paris - As revelações feitas ontem pelo jornal francês “Libération” coincidem com a finalização, neste fim de semana, da terceira fase de buscas no fundo do mar pelas caixas-pretas do avião. A localização dos equipamentos - que armazenam informações do voo - é considerada importante pelos peritos do BEA (órgão oficial francês de investigação de acidentes aéreos) e da Air France para a elucidação dos fatores que levaram à queda da aeronave sobre o Atlântico.

As buscas estavam sendo feitas por dois navios, o Seabed Worker e o Anne Candies. As duas embarcações, que realizaram varrições no fundo do mar com sonares e submarinos em uma área de 3.000 km quadrados, devem voltar ao porto de Recife (PE) para escala técnica.

O secretário de Transportes francês, Dominique Bussereau, afirmou anteontem que pode ser realizada uma quarta operação de buscas pelas caixas-pretas, e seu departamento assegurou que tanto a Airbus quanto a Air France estão dispostas a financiar os esforços.