08 de julho de 2026
Geral

Debate inicia diagnóstico da segurança

Alexandre Padilha
| Tempo de leitura: 2 min

Ontem foi realizado o primeiro dia do ciclo de palestras “Bauru planejando a segurança”, que teve início com a abordagem em relação à real situação da criminalidade e segurança na cidade. Os palestrantes convidados expuseram suas visões sobre a segurança pública bauruense e evidenciaram a falta de participação da sociedade na discussão e os números positivos apresentados por pesquisas na área.

O primeiro a se pronunciar foi o coronel reformado da Polícia Militar (PM) Nilson Giraldi, que definiu o papel do efetivo policial como parcialmente responsável pela segurança pública. “A força policial não é a única responsável pela segurança pública. Temos que incluir outros elos, como a participação das prefeituras, saneamento básico, educação, esporte, cultura, lazer, a transformação de bairros problemáticos em bairros educadores e mais”, enumerou. Ele destacou ainda o pioneirismo da iniciativa bauruense. “Admiro esta ação de buscar um diagnóstico sobre os problemas da sociedade visando implementar a segurança pública”, afirmou Giraldi.

O debate prosseguiu com a palestra do delegado Licurgo Nunes Costa, comandante do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-4). Ele falou sobre a atuação da Polícia Civil, com foco nos resultados evidenciados em Bauru. “Na comparação entre 2009 e este ano, as ocorrências de furto, roubo e furto ou roubo de veículos registraram uma queda de 3,5%. Já a atividade da polícia somou um aumento operacional de mais de 38% na cidade”, apresentou sobre os registros do Deinter-4.

Também presente na mesa de debate, o delegado do 3º Distrito Policial, Ismael Cavalieri, se pronunciaria na sequência, mas preferiu não fazê-lo por acreditar que o tema já estava bem exposto pelos dois primeiros.

Com isso, a palavra foi passada para o major Nelson Garcia Filho, comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar do Interior (4º BPMI). Ele lembrou que os indicadores da Secretaria de Estado da Segurança Pública ranquearam Bauru como a segunda melhor cidade com mais de 300 mil habitantes no quesito segurança. “Os números indicam isso, mas a PM tem que comprovar a segurança para a sociedade”, ponderou ao definir o baixo efetivo policial como maior problema para a segurança pública bauruense.

Para finalizar, o representante do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Nelson Scarpeli Júnior, disse que um dos agravantes quando o assunto é criminalidade e segurança é que a sociedade bauruense não se envolve diretamente nas discussões. “Aqui em Bauru poucas pessoas se interessam pela questão, quase ninguém participa das reuniões que discutem saídas para melhorar a segurança pública”, concluiu.

O ciclo de palestras “Bauru planejando a segurança” é uma iniciativa do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) regional Bauru, Subseção Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Conselhos Comunitários de Segurança da cidade. O evento será realizado até o dia 29 de abril, com debates todos os dias, das 19h às 21h30, no auditório do Serviço Social da Indústria (Sesi).