09 de julho de 2026
Regional

HC de Botucatu recebe novos aparelhos para medicina nuclear

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu – Até o segundo semestre, O Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) deverá colocar em operação dois novos aparelhos do tipo Câmara Gama usados em exames de cintilografia, que se utilizam de imagens para a verificação específica de um órgão.

Com os novos equipamentos, o setor técnico de Medicina Nuclear do HC espera aumentar em até 10% sua capacidade de atendimento nos próximos meses.

Doadas pelo Instituto do Coração (Incor) de São Paulo, as duas Câmaras Gama, uma com dois detectores e outra com apenas um, estão avaliadas em R$ 500 mil e têm a capacidade de fazer exames nas áreas de cardiologia, nefrologia, pneumologia, ortopedia e clínica médica. Um espaço no setor de Medicina Nuclear passa por reformas para poder receber os equipamentos.

Somente no ano passado, foram registrados 4.162 atendimentos, entre exames e outros procedimentos, com o uso desse tipo de aparelho. Na região, apenas Bauru, Jaú e Botucatu oferecem o serviço conveniado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com os exames, é possível diagnosticar, por exemplo, doença arterial coronariana, más-formações congênitas renais, alguns tipos de câncer e doenças ósseas e reumatológicas. Os aparelhos também podem ser aplicados no tratamento de complicações envolvendo a tireóide, entre outros.

Por meio dos exames com a Câmara Gama, é possível visualizar a porção do órgão que está funcionando, ao passo que outros exames de imagem permitem a observação anatômica de todo o órgão, ainda que ele esteja lesado ou com seu funcionamento comprometido.

Atualmente, o parque tecnológico do setor de Medicina Nuclear do HC possui dois aparelhos em atividade. De acordo com Kátia Koga, responsável pela unidade, a incorporação dos novos equipamentos fará com que a oferta de atendimento seja ampliada.

“O HC receberá grande auxílio, já que será possível reduzir o tempo de permanência do paciente por não ser necessário revelar negativos de exames, por exemplo. O tratamento também passa a ser mais ágil e menos cansativo”, afirma.