08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A intervenção do Assistente Social e sua importância


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Já dizia Max Weber: “O trabalho dignifica o homem”. Diante de tal afirmação, podemos constatar o modo de vida que a sociedade contemporânea exige, ou seja, ela visa a produção para gerar lucros constituindo o capitalismo, sistema sócioeconômico vigente.

Nesse sistema, o trabalhador vende sua força de trabalho ao dono dos meios de produção e emprega o salário que recebe na aquisição do que é necessário à sua sobrevivência.

O trabalho é, muitas vezes, instrumento de alienação, de desumanização, sobretudo nos sistemas que as divisões sociais privilegiam alguns, em detrimento de outros (a maioria dos trabalhadores), os quais se submetem ao trabalho imposto, rotineiro e nada criativo. Nota-se, assim, que essa atividade não contribui em nada para sua realização, mas sim destrói sua liberdade. Portanto, trabalhar, para muitos, não é bom, mas deveria sê-lo, pois é necessário e dignifica o homem. Ao mesmo tempo que o trabalho transforma a natureza, adaptando-a às necessidades humanas, altera o próprio indivíduo, desenvolvendo suas faculdades.

Perante essa realidade, observa-se a extrema importância de um profissional que busque efetivar os direitos sociais, que dissemine a cidadania e que mostre a importância do trabalho coletivo. Além disso, ele não deve permitir que o trabalhador se aliene. Não há alienação sem aceitação social. Eis o paradoxo de nossa existência em sociedade.

O profissional, enfim, que trabalha com essas contradições do mundo do trabalho é o assistente social. Nota-se que a intervenção deste profissional nas relações do trabalho, público ou privado, é tão importante quanto a matéria prima a ser trabalhada. Dessa forma, ele deve buscar, com afinco, maneiras de transformar a obrigatoriedade do trabalho em prazer ao exercer determinada atividade profissional.

Roger Lucas de Souza e Concilene Gomes Silva - Alunos do 1º ano da Faculdade de Serviço Social de Bauru - ITE