Assunção - Ao menos duas pessoas morreram ontem no Paraguai, num atentado contra um senador aliado do governo em uma região onde operam grupos narcotraficantes na qual há um estado de exceção há dois dias. O ataque ocorreu no centro da cidade Pedro Juan Caballero, a cerca de 550 quilômetros de Assunção, na fronteira com o Brasil. Foram mortos um motorista e um guarda-costas do senador Roberto Acevedo, do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), disse uma fonte policial.
O senador, que segundo pessoas próximas havia recebido ameaças de morte por denúncias contra narcotraficantes, estava hospitalizado em uma clínica da cidade, segundo a rádio Ñandutí.
Pedro Juan Caballero é a capital do departamento de Amambay, onde desde sábado há um estado de exceção para facilitar o combate a um grupo armado de esquerda, apontado como responsável por sequestros, assassinatos e ataques a delegacias.
Rafael Filizzola, não deu garantias de que os 30 dias sejam suficientes para a captura, mas deputados de oposição haviam dito no fim de semana que, na ausência de avanços nas investigações, Lugo deveria ser submetido a processo de impeachment.
O estado de exceção foi criticado por grupos de direitos humanos e, hoje, pelo vice-presidente - e rival de Lugo- Federico Franco. Lugo disse que “nenhum direito constitucional foi suspenso”.