08 de julho de 2026
Regional

Greve acaba após reajuste de 5%

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

Ourinhos – A Câmara aprovou anteontem à noite o projeto de lei enviado pelo prefeito Toshio Misato (PSDB) que autoriza reajuste salarial de 5% para os servidores públicos municipais de Ourinhos e pôs fim à paralisação que durou apenas 24 horas.

A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e Autárquicos de Ourinhos e Região, Márcia Corte Vita Damasceno, disse ontem que, apesar de o reajuste ser aquém do reivindicado, os servidores decidiram retomar o trabalho ontem porque houve “pequenas conquistas” devido o compromisso de reestruturação de alguns servidores. A categoria pedia 30% de reajuste e majoração do vale-alimentação para R$ 150.

O projeto de lei aprovado pelo legislativo aumenta de R$ 49,50 para R$ 100 o vale-alimentação, mas há compromisso de a administração fazer restruturação nos vencimentos dos servidores com cargos de técnico de ensino médio e superior, segundo a sindicalista.

Durante a greve na tarde de segunda-feira, a tropa de choque usou bomba de efeito moral para dispersar um grupo de servidores em frente ao Centro de Serviços. Segundo a dirigente do sindicato, de 8 a 10 pessoas tiveram algum tipo de ferimento. Ela ajudou a levar duas pessoas à Santa Casa, uma com ferimento na perna e outra no rosto.

O comandante do 31º BPM/I, tenente-coronel José Nelson Venancio Alves, negou ontem ao JC que houve abuso da tropa de choque ao dispersar os manifestantes com duas bombas de efeito moral, por volta das 14h de segunda-feira. Os artefatos foram usados, segundo o oficial, porque um grupo de manifestantes não cumpriu acordo com os policiais e tentou impedir a saída de veículos e de servidores que não aderiram à greve. “Insuflados por alguns grevistas, que não faziam parte da liderança do movimento, resolveram impedir a saída de veículos e o direito constitucional de algumas pessoas de ir e vir. Tendo em vista a negativa de liberar o local foram atirados os artefatos de efeito moral”, explica o tenente-coronel.

Alves declarou que não foi usado cassetete e nem bala de borracha. “Duas pessoas se feriram com estilhaços dos artefatos e foram encaminhadas pelos próprios policiais militares para registro de BO no 2º DP”, declarou o comandante do 31º BPM/I.

De acordo com o tenente-coronel, uma pessoa teve ferimento leve no rosto e um manifestante alegou que se feriu na perna devido a fragmentos de um dos artefatos.

Ele justificou que foi necessário o uso de bomba de efeito moral justamente para evitar confronto com os grevistas. “Após atirar o artefato houve a dispersão dos manifestantes evitando usar cassetete. Isso foi necessário porque eles estavam impedindo também o trânsito na avenida Jacinto Sá, via de grande movimento. O artefato evitou confronto”, declarou.

O comandante informou ainda que será instaurado um inquérito militar para apurar a conduta dos policiais durante a manifestação.