11 de julho de 2026
Nacional

Instituições religiosas criticam adoção por gays

Folhapress
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Brasília - A adoção por casais gays, direito reconhecido em decisão inédita ontem pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), tira da criança a possibilidade de crescer em um ambiente familiar formado por pai e mãe, afirma o padre Luiz Antônio Bento, assessor da comissão para vida e família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Nem sempre o que é legal, é moral e ético, afirma ele. “Cremos que essa questão da adoção por casais homossexuais fere gravemente o direito da criança de crescer e viver nessa referência familiar.”

Segundo padre Bento, as crianças têm o direito de conviver com as figuras masculina e feminina no papel de pais. Mesmo que a família seja monoparental (ou seja, só existe a mãe ou o pai), continua ele, a criança estará exposta à existência do outro genitor.

A decisão do STJ, que tratou de caso específico de duas mulheres de Bagé (RS) que vivem juntas desde 1998, pode influenciar processos futuros. O mesmo caso será analisado pelo Supremo Tribunal Federal, ainda sem data para ocorrer.

O pastor Paulo Freire, presidente do conselho de doutrina da igreja evangélica Assembleia de Deus, tem posição bem semelhante a de padre Bento sobre o assunto. “A criança precisa ter a figura do pai e da mãe e entender o que é a vida”, afirmou.

A Federação Espírita Brasileira (FEB) discorda dos argumentos de que a adoção por um casal gay pode ter reflexos negativos sobre o desenvolvimento da criança.