10 de julho de 2026
Política

Cohab pede suspensão da execução na Justiça

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab), Édison Bastos Gasparini Júnior, disse ontem que está ingressando hoje na Justiça Federal local com pedido de suspensão da execução da dívida de R$ 43 milhões cobrada pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) relativo ao contrato do Núcleo Habitacional |Nova Marília.

A solicitação se deve á aprovação pelo Legislativo, nesta semana, de autorização para que a companhia adquira títulos CVS, ligados ao próprio FGTS, para quitar a conta dos resíduos habitacionais deste contrato. O mesmo será feito em relação a mais R$ 2 milhões de dívidas de contratos com execução na fase inicial de casas construídas no passado em Piratininga e Tupã.

“A autorização para a compra dos títulos resolve essas três execuções. Estou pedindo para que o FGTS, por Brasília (DF), entre com petição conjunta para a suspensão da execução, já que com os títulos em mãos vamos fazer acordo para o pagamento”, conta Gasparini. A retomada da tramitação da execução iria acontecer hoje, conforme prazo sem nova prorrogação determinada no processo.

Sobre o fato da lei aprovada pela Câmara prever a negociação apenas de R$ 46 milhões da dívida, sem a inclusão de renegociação para parcelamentos anteriores com prazo menor (72 meses), Gasparini confirmou que a situação impede a companhia de contar com caixa para pagar as parcelas ainda neste ano.

“Minha parcela mensal com a CEF vai passar de R$ 1,8 milhão para R$ 2,3 milhões. Se a autorização tivesse incluído a renegociação, o caixa daria para absorver a parcela por quatro anos”, disse.

Gasparini Júnior falou que vai pedir ao prefeito, ainda hoje, o envio de projeto de lei para incluir a renegociação dos títulos na próxima semana, junto com a execução referente ao núcleo de Botucatu, cuja dívida é de mais R$ 19 milhões.