10 de julho de 2026
Internacional

Chinês com martelo fere 5 em novo ataque contra escola

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Pequim - Um homem deixou cinco crianças feridas antes de suicidar em um jardim de infância da região de Weifang, na província de Shandong, na China, ontem. O país registra o quarto caso semelhante em menos de um mês.

O homem, cuja identidade ainda é desconhecida, agrediu as vítimas com um martelo de ferro. Depois, jogou gasolina no próprio corpo, pegou duas crianças no colo e ateou fogo para se matar.

Um porta-voz do governo de Weifang assegurou que estas duas crianças foram salvas por professores, enquanto o homem morreu no local. As cinco vítimas feridas foram levadas a um hospital, estão em condição estável e não correm perigo, segundo os médicos que os atenderam.

Reforço na segurança

O governo anunciou que policiais armados passarão a vigiar centros educacionais. Apesar de incomuns, os episódios têm recebido pouco destaque na controlada mídia chinesa, aparentemente por temor de inspirar incidentes semelhantes.

O site do jornal estatal “China Daily” lembrou o primeiro ataque à escola ocorrido em 23 de março, quando o ex-médico comunitário Zheng Minsheng esfaqueou e matou oito crianças de uma escola de ensino fundamental, na cidade de Nanping, sudeste do país. Ele foi executado na quarta-feira.

publicado em inglês, um especialista em segurança aconselha os pais a transportar os filhos à escola em ônibus ou levá-los pessoalmente, em vez de a pé ou em bicicleta.

No caso mais recente, registrado hoje, Wang Yonglai, identificado como um fazendeiro, entrou de motocicleta em uma escola primária na cidade de Weifang, leste do país. Em seguida, agarrou duas crianças e se incendiou usando gasolina. Cinco alunos ficaram feridos, mas nenhum em estado grave. O agressor morreu.

Foi o terceiro ataque do tipo em três dias. Na véspera, em Taixing um desempregado de 47 anos esfaqueou 29 crianças de 4 e 5 anos de idade -cinco estão em estado grave. Na quarta-feira, um ex-professor com problemas mentais esfaqueou 15 estudantes em Leizhou (sul).

Logo após o terceiro ataque, Pequim determinou patrulhas nos horários de entrada e saída das escolas a partir da terça-feira (segunda é feriado na China).

A mídia estatal tem dado pouco espaço aos ataques, todos perpetrados por homens. O incidente de hoje só saiu na versão em inglês da agência de notícias oficial Xinhua.

No site do jornal estatal “China Daily’’, publicado em inglês, um especialista em segurança aconselha os pais a transportar os filhos à escola em ônibus ou levá-los pessoalmente, em vez de a pé ou em bicicleta.

A publicação também lembrou um ataque à escola ocorrido em 23 de março, quando o ex-médico comunitário Zheng Minsheng esfaqueou e matou oito crianças de uma escola de ensino fundamental, na cidade de Nanping, sudeste do país.

“Não tenho ódio contra estudantes que esfaqueei. Eu os escolhi só porque eram fracas e vulneráveis. Queria ter um grande impacto no publico’’, disse Zheng, segundo o “China Daily’’. Condenado à morte, ele foi executado na quarta-feira.