09 de julho de 2026
Nacional

Governo pressiona por saída de Tuma Jr.

Folhapress
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Brasília - A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu investigar a conduta do secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr., levando o governo a pressioná-lo a deixar o cargo.

Um auxiliar do presidente disse que a situação do secretário está ficando “difícil” e que o ideal seria ele deixar o governo por conta própria, evitando a saída mais traumática que seria sua demissão. Esse desfecho, segundo a equipe de Lula, será o mais provável caso Tuma Jr. não peça a licença.

Na avaliação de Lula, Tuma Jr. não cometeu crime, “não pegou dinheiro de ninguém”, mas suas conversas com o chinês Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li, acusado de contrabando, são inadequadas para o cargo que ele ocupa. Além de secretário nacional de Justiça, ele preside o Conselho Nacional de Combate à Pirataria.

O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, tentou convencer seu subordinado a pedir a licença - ao que Tuma Jr. resistia ontem, alegando que “sempre esteve do lado que combate o crime” e que sair do cargo seria o mesmo que admitir culpa.

Nas gravações reveladas pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, o secretário trata com Paulo Li da compra de celular e videogame e até da regularização de chineses que viviam no país.

Naquele momento, o governo avaliou que os motivos expostos não eram suficientes para a saída dele, mas que o surgimento de novos fatos poderia muda a situação -o que ocorreu na sexta e no sábado.

Primeiro, um relatório de inteligência da PF o apontou como suspeito de ter usado o cargo para liberar mercadorias de outro contrabandista.