11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Em sessão volátil, Bolsa cai 1,57% e termina na mínima; dólar comercial fecha a R$ 1,785


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A Bovespa trabalhou na gangorra ontem: não sabia se subia ou se caía, o que resultou num pregão bastante volátil. Além das preocupações com a situação europeia, pesaram sobre as ações domésticas os indicadores divulgados na China, sinalizando aperto monetário iminente. As commodities fecharam em baixa e levaram consigo ativos como as blue chips Vale e Petrobras.

O Ibovespa terminou a sessão em queda de 1,57%, aos 64.424,89 pontos, na mínima do dia. Na máxima, registrou 65.733 pontos (+0,43%). No mês, acumula perda de 4,60% e, no ano, de 6,07%.

Depois dos ganhos exuberantes de ontem, as bolsas passaram por ajustes nesta sessão, com os investidores deixando um pouco da euforia de lado para mensurar os efeitos práticos do bilionário pacote de ajuda. Há dúvidas sobre o funding do pacote e, mais que isso, sobre a capacidade de os países implementarem as medidas de austeridade necessárias para terem acesso aos recursos disponibilizados. Essa releitura fez com que quase todas as bolsas de valores europeias fechassem em queda.

Também influenciaram o comportamento dos ativos os números divulgados na China, que mostraram alta dos índices de preços CPI (+2,8% em abril, ante previsão de +2,7%), PPI (+6,8%), dos preços dos imóveis (+12,8% em abril ante abril de 2009) e das vendas no varejo (+18,5%). Os investidores acreditam que um aumento dos juros será iminente e as commodities, por isso, caíram.

Ibovespa, que sentiu o peso das blue chips, aprofundou as perdas à tarde com a inversão para baixo dos índices acionários norte-americanos. O Dow Jones terminou o dia com recuo de 0,34%, aos 10.748,26 pontos. O S&P recuou 0,34%, aos 1.155,79 pontos, mas o Nasdaq avançou 0,03%, aos 2.375,31 pontos.

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RENDA FIXA

Renda bruta: 9,49%

Ganho líquido/30 dias: 0,60%

Pela taxa média de 9,49% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 21 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,75% e líquido de 0,60%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 7,59% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,61% e líquida de 0,48%.

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BOLSA DE SP

Bovespa: queda de 1,57%

Volume: R$ 6,08 bilhões

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou a terça-feira com uma baixa de 1,57%, aos 64.424,89 pontos e com um volume financeiro de R$ 6,08 bilhões negociados.

Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones recuou 0,34% e o índice Nasdaq avançou 0,03%.

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OURO

Ouro/grama: R$ 71,00

Variação: estável

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro fechou o dia de ontem negociado a R$ 71,00, estável em comparação com o fechamento de anteontem.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,232,50, apresentando alta de 2,59% às 17h59 de ontem.

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DÓLAR

Comercial: R$ 1,785

Variação: alta de 0,68%

O dólar comercial encerrou a terça-feira com uma valorização de 0,68%, valendo R$ 1,783 na compra e R$ 1,785 na venda. O dólar paralelo recuou 0,51%, negociado a R$ 1,850 para a compra e a R$ 1,960 para a venda. O dólar turismo manteve-se estável, cotado no final do dia a R$ 1,730 na compra e a R$ 1,887 na venda.

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Tendências no mercado

Contratos de dólar futuro com vencimento em junho fecharam a R$ 1,797,00 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), em alta de 0,93% às 18h02. O Índice Bovespa Futuro para junho fechou em baixa de 1,97% aos 64.750, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 11,120% e 12,340%, respectivamente.