Londrina - A Polícia Federal prendeu ontem 11 suspeitos por desvios de recursos públicos por meio de uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) em Londrina (PR). Três pessoas ainda estão sendo procuradas.
Entre os presos estão o dono da faculdade Inesul e coordenador do CIAP (Centro Integrado de Apoio Profissional), o empresário Dinocarme Aparecido Lima, e o diretor do centro Juan Carlos Monastiero.
A operação, batizada de Parceria, cumpre 40 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão nos Estados do Paraná, São Paulo, Goiás, Maranhão e Pará. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba.
Segundo a PF, os recursos eram recebidos em decorrência de parcerias firmadas com órgãos das três esferas da administração (União, Estados e municípios) para desenvolver projetos em diversas áreas do serviço público.
A Polícia Federal informou que as investigações demonstraram que a CIAP, valendo-se dos benefícios que a condição de Oscip lhe proporcionava, faturou mais de R$ 1 bilhão nos últimos cinco anos, dos quais, estima-se, R$ 300 milhões tenham sido desviados em favor de pessoas e empresas.
Somente em Londrina, conforme auditoria da CGU (Controladoria Geral da União), de um total aproximado de R$ 34 milhões recebidos pelo CIAP, mais de R$ 10 milhões em alegadas despesas não foram comprovadas.
As investigações também apontam para ocultação de bens e direitos e lavagem de dinheiro, crimes contra a ordem tributária, aquisições suspeitas de títulos da dívida pública “podres’’ e de imóveis rurais supostamente inexistentes no Estado do Pará.
A reportagem não conseguiu localizar os advogados de Dinocarme Aparecido Lima e do CIAP. Dinocarme Aparecido Lima tem faculdades no Paraná, Goiás, São Paulo, Maranhão e Pará.