10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Servidores da Unesp entram em greve

Alexandre Padilha
| Tempo de leitura: 3 min

Ontem, os servidores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru realizaram uma assembleia em que foi deliberada greve da categoria por tempo indeterminado, a partir de hoje. A próxima reunião com o Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) está marcada para o dia 18 de maio, em são Paulo, e uma nova assembleia será organizada para o dia 19.

De acordo com o diretor de base do Sindicato dos Trabalhadores da Unesp (Sintunesp) de Bauru, José Aparecido Castelli, os servidores optaram pela paralisação para forçar uma negociação acerca do valor apresentado pelo Cruesp como reajuste salarial para a categoria.

Segundo o diretor do sindicato, o aumento de 6,57% para servidores e professores proposto pelo conselho das universidades não considera o ajuste realizado em relação ao salário dos professores, que tiveram implementação de 6% em fevereiro.

“Os professores receberam um reajuste de 6% em fevereiro e 6,57% agora, o que representa um aumento de 12,57%. Enquanto isso, os servidores vão contar com uma implementação de apenas 6,57%, o que consideramos uma medida de discriminação. Por conta disso decidimos paralisar por tempo indeterminado”, explica Castelli ao definir que os funcionários reivindicam aumento percentual igual ao proporcionado aos docentes da instituição.

Negociações

Ele destacou que uma nova reunião com o Cruesp está marcada para a próxima terça-feira, quando trabalhadores da Unesp de Bauru deverão organizar uma caravana para acompanhar as negociações. “Até o novo encontro com o conselho, os servidores permanecerão em greve”, afirma.

Além disso, Castelli antecipou que uma manifestação será realizada durante o dia de hoje em frente à portaria principal da Unesp de Bauru. “Um grupo de funcionários da universidade ficará na portaria para divulgar nossas reivindicações aos alunos, professores e população da cidade”, frisa.

O Cruesp, ao informar na última terça-feira o valor do reajuste anual, afirmou que o aumento de 6,57% situa-se 1,5% acima do índice de inflação medido pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) de maio de 2009 a abril de 2010, que foi de 5,07%. A entidade destacou ainda que o índice de ajuste salarial reafirma o propósito de preservar o poder aquisitivo dos salários dos docentes e servidores técnico-administrativos das universidades estaduais e, ao mesmo tempo, manter o equilíbrio financeiro das instituições em questão: Unesp, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade de São Paulo (USP).

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Reivindicações

A greve por conta da negociação dos reajustes salariais na Unesp teve sua primeira aparição no campus de Bauru no dia 15 de abril, quando os servidores realizaram uma paralisação a fim de reivindicar reajuste igualitário, prometido pelo reitor da universidade, de 5% no plano de carreira dos servidores.

Além deste fator, a suspensão das atividades em abril também foi desencadeada em decorrência do pedido de reajuste de 6% na data-base do mês de maio, acrescido da inflação retroativa de 2009, e 16% das perdas salariais sofridas nos últimos 5 anos.

Na ocasião, José Aparecido Casteli, do Sintunesp, informou que o sindicato havia protocolado uma pauta de reivindicação em Campinas. Após a paralisação, os servidores de Bauru aguardaram o posicionamento do Cruesp, que estipulou o reajuste de 6,57% na última terça-feira.