08 de julho de 2026
Nacional

Comércio vende 15,7% mais que em 2009

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Com expressivo resultado em março, as vendas do comércio reforçam ainda mais a tendência de alta dos juros sinalizada pelo Copom (Comitê de Política Monetária do BC) para os próximos meses.

Os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que as vendas do comércio varejista cresceram 1,6% ante fevereiro, terceira alta consecutiva nessa comparação.

Em relação a março de 2009, a alta foi de 15,7%, variação recorde dentro da série histórica iniciada em 2001.

O desempenho acompanha o ritmo mostrado por outros indicadores que apontam para um forte aquecimento da economia no primeiro trimestre, acima do previsto por analistas e pelo próprio governo.

No acumulado do primeiro trimestre, houve variação positiva de 12,8% frente a igual período no ano passado - quando a economia ainda sofria com mais força o impacto da crise.

“O resultado do comércio reforça a tendência de alta dos juros. Todos os indicadores mostram um aquecimento da economia acima do esperado”, afirma Douglas Uemura, economista da consultoria LCA.

Confiança em alta

Os números que foram divulgados ontem mostraram novamente um setor bastante aquecido e que sofre influência direta do atual cenário positivo do País, com melhor nível de emprego, recuperação da renda e oferta de crédito.

A avaliação é do economista do Banco Cooperativo Sicredi Gustav Gorski, que, em entrevista à reportagem, destacou outro fator muito importante para a manutenção do aquecimento nas vendas no varejo: a confiança do consumidor na situação do País e na própria situação futura.

“Quando olhamos a confiança do consumidor na pesquisa da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que está em níveis historicamente mais altos, tanto em relação à situação atual como em relação à futura, analisamos que a confiança que as pessoas estão tendo nos seus empregos hoje e na capacidade delas manterem o emprego futuramente está fazendo com que elas consumam mais”, salientou.

“O número de hoje (ontem) é importante para a economia, pois reflete o emprego e a massa de salários crescendo forte. Além disso, o aumento no salário real indica que pessoas de menor rendimento também estão entrando no mercado de trabalho e tendo maior condição de fazer compras por meio da obtenção de crédito. Tudo isso faz com que a economia se fortaleça”, opinou.