09 de julho de 2026
Pesca & Lazer

História de Pescador: O trairão


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“Aos meus amigos leitores desta coluna, vou contar um ocorrido que aconteceu comigo quando fomos pescar numa fazenda perto de Reginópolis. Fomos num final de semana. Na fazenda havia uma represa bem grande e era famosa por ter uma criação de trairão. Para quem não conhece, o trairão é um traíra que atinge tamanhos desproporcionais.

O administrador da fazenda, nosso amigo, nos acomodou num galpão, onde tinha de tudo, fogão, freezer, mesa, camas, etc, tudo para passarmos uma noite agradável. Ao cair da tarde, dirigimos para a represa, porque o administrador disse que esse horário era a melhor hora para pescar os trairões.

Chegamos na beira da represa e nos acomodamos num estrado de madeira, amarrado em cima de seis tambores, e ali ficamos à espera. Caprichamos bem na isca, porque não podíamos perder a oportunidade de deixar de retirar um desses exemplares. De repente, o puxão foi forte e aí começou a luta para retirar o bichão da água.

Foi uma luta hercúlea, mas tiramos o trairão da água, que pesamos na fazenda e atingiu a marca de 15,800 quilos. Como era muito grande e estávamos cansados e com fome, resolvi deixá-lo no freezer para ser limpo no dia seguinte.

Já logo ao amanhecer, após o café da manhã, fomos limpar o trairão e aí aconteceu a surpresa: o “peixe, valente como é, comeu um frango e uma picanha que havíamos deixado dentro do freezer. Acabou nosso churrasco.”

Domício Iamashita é pescador e contador de histórias.