O juiz Ubirajara Maintinguer, da 4.ª Vara Criminal de Bauru, ouviu na tarde de ontem seis testemunhas arroladas pelo Ministério Público sobre o latrocínio da representante comercial Adriana Melanda, 33 anos, no início de dezembro passado. Acusado de ser o autor do crime, Vander Pedroso Cuba, 28 anos, participou da audiência. Ele também responde por ocultação de cadáver. Como algumas testemunhas faltaram, foi marcada uma nova audiência para encerrar a fase de depoimentos.
O promotor Júlio César Rocha Palhares arrolou oito testemunhas de acusação. Já o advogado de defesa de Cuba, Sérgio Mangialardo, relacionou outras seis pessoas, sendo três em comum com o Ministério Público. Duas testemunhas de acusação e uma de defesa faltaram ao depoimento. Para que todos sejam ouvidos, foi marcada uma nova audiência para o dia 7 de junho.
Palhares destaca que os depoimentos foram tranquilos. “Ocorreu dentro do esperado pelo Ministério Público”, observa. “Não ocorreu nada que alterasse o panorama das coisas”, ressalta. Para Mangialardo, audiência foi favorável a Cuba. “Não trouxe aos autos nenhum elemento que comprove a participação de meu cliente nesse crime bárbaro, que foi a morte de Adriana Melanda”, destaca.
Cuba foi pego pela Polícia Civil com o carro e o celular da vítima dois dias depois do desaparecimento de Adriana. À polícia, ele disse que comprou o carro, com o celular dentro, de um rapaz que informou apenas o primeiro nome por volta das 20h do dia 2 de dezembro, data em que ela desapareceu.
No dia 14 de dezembro, um corpo de mulher foi encontrado no bairro rural de Quirilândia, em adiantado estado de decomposição. A suspeita era que se tratava de Adriana. Familiares da vítima reconheceram peças de roupa como sendo da representante comercial. Posteriormente, exame da arcada dentária do corpo encontrado confirmam que, de fato, era Adriana. Cuba está preso desde o dia 2 de dezembro.