09 de julho de 2026
Bairros

Nações terá mais 72 mil watts de luz

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Quando Bauru completar 114 anos, em agosto deste ano, a mais bela avenida da cidade estará reluzente. Ao apagar as velas, a Nações Unidas contará com mais 72.250 watts de luz. A melhoria já pode ser constatada próximo à rodovia Marechal Rondon, a despeito do impacto que os fios provocam na paisagem da via. Pela primeira vez na história, suas marginais também começam a ser iluminadas.

Ao todo serão implantados 77 postes e 289 braços integrados de vapor metálico de 250 watts, os mesmos instalados na avenida Duque de Caxias, no ano passado. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, para fazer o trabalho completo, a CPFL receberá R$ 290.815,93. A primeira etapa está em fase final. Outras três serão executadas até agosto, sendo que o Parque Vitória Régia foi contemplado no projeto, explica o diretor de divisão de iluminação pública, Evandro da Silva Pinto.

O investimento vai ao encontro de reivindicações antigas da população. “A avenida é muito escura. Vai ser muito bom, inclusive no aspecto segurança”, diz o vendedor Décio Reis Neto. Também aprova a iniciativa o representante comercial Marcelo Rezende. No entanto, na opinião dele, seria ainda melhor se os novos postes fossem livres da fiação, como os do canteiro central. “Ficaria como Brasília. Poderiam pensar nisso pelo menos na Nações Unidas”, comenta.

Mas o custo para aterrar a fiação não ficaria baixo. Também, como não é padrão da CPFL, toda a manutenção ficaria por conta da administração municipal, como acontece atualmente com a iluminação decorativa (sem fios) existente no canteiro central da avenida. Ela, inclusive, passará por melhorias neste ano. Segundo Pinto, a prefeitura está preparando uma licitação para substituir as lâmpadas de vapor de sódio dos postes decorativos por de vapor metálico.

Por ser cartão postal, contar com iluminação livre de fios seria um benefício para a Nações Unidas, na opinião da arquiteta e urbanista Alexandra de Alcantara Teixeira. Ela admite que os custos seriam mais elevados “Seria um investimento bem aplicado. Mas temos de fazer uma equalização. O que é mais importante agora, pensar na estética ou na segurança? Na minha opinião particular, privilegiaria a iluminação (mesmo com fio), ela é fundamental”, conclui.