11 de julho de 2026
Internacional

“New York Times’’ on-line vai ser cobrado em janeiro do ano que vem


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O “New York Times”, o jornal mais influente do mundo e o terceiro maior em circulação nos EUA, começará a cobrar pelo acesso ao conteúdo publicado em sua página na internet a partir de janeiro de 2011.

O anúncio foi feito pelo editor-executivo do jornal, Bill Keller, em um jantar da “Foreign Press Association” na noite de ontem. Os comentários ajudaram a precisar o “timing” do plano, que fora anunciado, sem data precisa para ser posto em prática, no início do ano.

O acesso ao conteúdo on-line do “New York Times” hoje é gratuito. A ideia é que ele passe a ser cobrado a partir de uma certa quantidade de textos lidos -como ocorre hoje, por exemplo, com o acesso ao conteúdo on-line do diário britânico “Financial Times”.

Se bem-sucedida, a ação pode iniciar um efeito dominó no resto da indústria jornalística local, que, na maioria dos casos, segue o modelo atual do diário.

De acordo com o que fora anunciado no início do ano, visitantes frequentes do site passarão a pagar uma mensalidade fixa depois de ultrapassarem um número de artigos lidos de graça num período de 30 dias.

O jornal, contudo, não divulgou o valor a ser cobrado nem o número limite de textos gratuitos. Assinantes da versão em papel continuarão com acesso on-line total gratuito, segundo informações do início do ano.

A mudança no “New York Times” vem no ritmo da busca, pelas empresas de mídia, por novas formas de receita, a fim de amortecer o encolhimento do mercado publicitário (em decorrência da crise), a queda do número de leitores da versão em papel dos jornais, a fuga dos classificados para sites gratuitos e a migração de anúncios para o meio on-line num ritmo menor do que o esperado.

O jornal já cobrou por parte de seu conteúdo on-line antes, em 2005, quando o serviço TimeSelect fechou o acesso a artigos de colunistas e editoriais do jornal. Na época, 210 mil assinantes aceitaram pagar US$ 49,95 (R$ 88,45) por ano pelo serviço. A iniciativa foi abandonada com o boom na publicidade on-line, em 2007.

As ações do grupo que controla o jornal, a New York Times Company, registraram queda de 2,87% hoje.