O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Diretoria Regional de Bauru, anunciou oficialmente ontem as empresas vencedoras da 6ª edição do Prêmio Excelência Empresarial deste ano. Cada qual em sua categoria, serão premiadas a Duratex (Agudos), a Incol-Lub (tricampeã de Pederneiras) e a CBC Ambiental de Bauru (bicampeã).
Elas foram eleitas as melhores, após terem sido submetidas a uma auditoria realizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Ao final do processo de avaliação, foram reconhecidas pelo desempenho diferenciado, resultado da inovação e da competência na gerência dos negócios. “Esse prêmio é, de fato, conquistado”, reitera o diretor do Ciesp Bauru, Domingos Malandrino.
De acordo com ele, as premiadas agora concorrerão na macrorregião de Bauru, que contempla também as empresas de Jaú, Botucatu e Marília. Todas as participantes se inscreveram em abril, preencheram um questionário e depois receberam a visita de um avaliador do Senai. A auditoria analisa vários aspectos técnicos, como tecnologia em equipamentos e treinamento de equipe, indicadores de faturamento, além de atuação em ações sociais.
“É um raio X. A vantagem é que detectamos dentro da própria empresa algo que, às vezes, ela própria ainda não percebeu. Fazemos avaliação possibilitando que eles também acompanhem e se autoavaliem. Isso acaba influenciando até na saúde financeira da empresa”, explica Ademir Redondo, novo diretor do Senai Bauru. O trabalho do Senai foi apontado como também responsável pela terceira vitória consecutiva da Incol-Lub, segundo o sócio-proprietário da empresa, Sebastião Carlos Gonçalves de Lima (Leleco).
Categorias
Tanto vencedoras, quanto participantes dão mostras do desenvolvimento da região, acrescenta José Afonso Peral Sanches, avaliador do Senai. “E é justamente o que a nossa região necessita”, frisa. O avaliador, no entanto, não informa quantas empresas participaram e foram analisadas. O dado não é declinado nem ao Ciesp. No entanto, neste ano, não houve inscrição nas categorias micro e pequena empresas. A ideia é incrementar a divulgação na próxima edição para atrai-las, informa Malandrino.
“Infelizmente, neste ano, as micro e pequenas não vieram com a veemência dos anos anteriores. Talvez aí tenhamos que nos preocupar. Se não houve inscrito é porque o empresário não está se sentindo fortificado para participar de um prêmio como este. Isso vai balizar o trabalho do Ciesp. Vamos procurar fazer um trabalho intenso nessas duas categorias e verificar o que está acontecendo”, diz o diretor do Ciesp.
Neste sentido, uma das possibilidades aventadas por enquanto é a criação de projetos de modelo de gestão, acrescenta ele. Essas duas categorias representam 95% das empresas de Bauru e região. Para Malandrino, uma outra explicação para a ausência deles no prêmio é o momento produtivo pelo qual o País passa. “É tão corrido, que o empresário acha que ao participar terá o tempo tomado”, cogita. Porém, não leva em conta que receberá uma auditoria de qualidade capaz de balizá-lo para o futuro.