O Hospital da Unimed registrou, na manhã de domingo, um boletim de ocorrência no plantão da Polícia Civil para preservação de direitos. Tomou a iniciativa diante da recusa dos pais de um casal de gêmeos, que nasceu prematuro de parto normal e não sobreviveu, de sepultá-los. Como uma das crianças nasceu com vida (e morreu logo na sequência), a família teria de registrá-la, além de providenciar a certidão de óbito, conforme prevê a lei.
Mas no entendimento da família, a mãe sofreu um aborto espontâneo no quinto mês de gestação. Por essa razão, os corpos foram deixados no hospital e, posteriormente, conduzidos ao necrotério do Hospital de Base. Em vão, a reportagem tentou contato com a família dos bebês, que é de Lins. A mãe veio transferida de lá porque estaria em trabalho de parto e o Hospital da Unimed dispõe de Unidade de Terapia Intensiva neonatal. Os registros de nascimento e óbito devem ser feitos quando o bebê nasce com vida ou pesa a partir de 500 gramas.