09 de julho de 2026
Regional

Área de cachoeira vai ser recuperada

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - O parque municipal que abriga a Cachoeira da Marta, com seus 18 hectares, é um dos pontos turísticos mais visitados de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) e tem um projeto para restauração de extensão desenvolvido por alunos da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, câmpus de Botucatu.

A área a ser restaurada fica próxima à entrada do parque. O local já foi utilizado como pastagem e está abandonado e tomado por espécies exóticas e capim braqueárea.

O trabalho dos estudantes Carolina Souza Guyot e Mariana Hashimoto Possari, sob a orientação das professoras Renata Cristina Batista Fonseca e Magali Ribeiro da Silva, teve início com a observação das espécies nativas, levantamento florísitico e coleta de sementes em áreas mais preservadas do parque. Com base nas informações e na coleta das espécies foram feitas a semeadura e condução das mudas no Viveiro de Produção de Mudas do Departamento de Recursos Naturais da FCA.

A proposta de restauração é que sejam utilizados modelos de restauração do tipo nucleação, técnica desenvolvida por pesquisadores de universidades do sul do Brasil, ainda pouco estudada e com projetos de curto prazo para avaliação.

“A ideia é colocá-los em prática na nossa região, onde ocorre a floresta estacional semi-decidual, e posteriormente analisar os resultados. Estamos estudando as espécies e relacionando-as com a fauna, com o histórico do uso do solo e com as potencialidades de recuperação de cada área”, explica Mariana Possari.

O projeto completo será entregue para a apreciação do Conselho Gestor do Parque e submetido ao licenciamento ambiental, pois trata-se de uma intervenção em área de preservação permanente, dentro de uma Unidade de Conservação.

Uma vez aprovado o projeto, começam os preparativos para o plantio das árvores, incluindo controle de ervas daninhas e preparo de solo.

“A execução deve ser em longo prazo, o que garante que a área não seja abandonada novamente”, disse Carolina Guyot.

O sistema de núcleos de regeneração também permitirá a realização de estudos periódicos na área e um acompanhamento mais detalhado do processo de restauração.

O projeto é co-executado pela Prefeitura de Botucatu, que tem disponibilizado transporte, além de informações previamente coletadas sobre a área, e vinculado à Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Unesp.