São Paulo - O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) afirmou ontem que para aceitar a vaga de candidato a vice-governador na chapa do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) uma de suas exigências será a transparência nas doações de campanha.
Segundo ele, é preciso que as doações sejam divulgadas em tempo real pela Internet durante a eleição. O senador também quer a garantia que de que não haverá o caixa 2. “As doações têm que estar registradas. Na campanha do governo de São Paulo, isso tem que estar bem assegurado.”
No ano passado, durante a minirreforma eleitoral, o senador apresentou emenda exigindo a publicidade das doações durante as eleições. A proposta foi rejeitada. Para participar da eleição, Suplicy pede ainda que seu projeto de renda básica esteja no programa de governo. “Eu preciso pensar bastante e preciso ouvir também. Estou aberto a um diálogo a esse respeito”, afirmou Suplicy.
Na sexta-feira, o coordenador da campanha de Mercadante, o prefeito Emidio de Souza (PT), ligou para Suplicy com a proposta da chapa puro-sangue. Após viagem a Alemanha, Suplicy chegou a São Paulo na noite de anteontem. Na conversa com Emidio, ficou combinado uma reunião para ontem. No entanto, segundo o senador, ele ainda não recebeu a ligação de Mercadante.
PDT ameaça
A chapa puro-sangue petista em São Paulo esbarra ainda no PDT, que formalizou aliança com Mercadante com a promessa da vaga de vice. Dois nomes chegaram a ser indicados - a sindicalista Eunice Cabral, ligada aos trabalhadores do setor têxtil, e o ex-prefeito de Rio Preto Manoel Antunes.
Segundo o presidente do PDT em São Paulo, deputado Paulinho da Força, o seu partido irá insistir na vaga. “O PT pode fazer a chapa que eles devem fazer. Mas nós podemos não concordar”, afirmou.