09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Só faltava esta....!!!


| Tempo de leitura: 3 min

Sinceramente, o poder público deve de estar de brincadeira com quem trabalha, se esforça cotidianamente estudando, se aperfeiçoando, aproveitando as oportunidades que a cidade oferece como: cursos gratuitos profissionalizantes do Senai, Senac de baixo custo, Legião Mirim e Cips (Reco-reco) e tantos outros, e vem falar de profissionalizar guardadores de carro??? Estão de piada com a população que rala efetivamente, estes caras não querem é pegar no batente, sinceramente. Com 8 anos de idade, morava em um cortiço na rua Casemiro de Abreu, em um porão cujo chão era de terra batida e quando o inquilino de cima varria a sala caia era terra em quem estava embaixo. No entanto, nunca pedi nada para ninguém, pois minha mãe nunca me ensinou a pedir e sim a procurar trabalho, em ser útil , a acordar cedo e procurar as oportunidades. Acordava às 5h30 da manhã, me arrumava e ia para a feira mais próxima puxar carrinho e carregar cestas para as senhoras, com direito a um café acompanhado de bolo e pãozinho que elas gentilmente me ofereciam depois da chegada em sua residência e ganhava os meus trocados honestamente e trabalhando e não olhando nada, sem fazer nada para quem quer que fosse.

Posteriormente, também entreguei jornais de bicicleta, entreguei pães de perua, na padaria da rua Felicissimo Antonio Pereira, do sr. Mario, com 13 anos de idade, de madrugada, jornada dura, começava às 3h30 da madrugada, terminando por volta das 9h30 e, detalhe, a perua não parava, tinha que descer com ela em movimento, com os pães e o leite nas mãos e sem deixar cair, verdadeiro malabarismo, colocar na sacola do cliente, que estava pendurada na área e voltar correndo para a perua, e ela em movimento. Trabalhei de foca, captando notícias para o saudoso sr. Joel (Evans) Araújo, que mesmo impossibilitado, por acidente de automóvel, e em cadeira de rodas, trabalhava como jornalista do Jornal da Cidade e da rádio Terra branca, verdadeiro exemplo de perseverança, de otimismo e dinamismo. Depois fui encaminhado ao Cips, indo trabalhar em agência bancária, Banco América do Sul, na Rua Primeiro de Agosto e fui seguindo a vida, ralando e estudando e melhorando de vida sem nunca ter o desplante de explorar as pessoas, fiz concurso público estadual, sou funcionário público há 20 (vinte) anos, terminei minha faculdade, nas horas de folga trabalho em outra profissão, pois acho que ganho pouco, mas sempre trabalhando, sem pedir nada de graça para ninguém, e aí vem falar em profissionalizar quem não faz nada?!

Sinceramente, acho que deviam era mandar esta turma trabalhar, ou ainda a ensinar a trabalhar, fazer curso de pedreiro, encanador, eletrecista, torneiro mecânico, marceneiro, mecânico no Senai e ir trabalhar, criar oportunidades para estas pessoas serem produtivas à sociedade e não sanguessugas, pois já somos espoliados no IPVA e no IPTU, na Zona Azul e ainda mais esta de pagar o que já está pago. Tem é que pegar estas pessoas que defendem estas idéias estapafúrdias e mandar carpir colonião e destocar pasto como eu já fiz para aprender a dar valor no trabalho, temos é que ter a tranqüilidade de saber que estamos deixando o carro em determinada rua ou esquina e saber que quando voltarmos ele lá estará e intacto, pois que existe polícia nas ruas e esta nos dará a devida segurança para tanto... Durma-se com esta de profissionalizar guardadores de carro! Que piada, conta outra que estou rindo até agora... Trabalhar que é bom mesmo, nadica de nada!!!

Aparecido Carlos Leandro