10 de julho de 2026
Bairros

Pais de bebês não se opõem a registro

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Os pais de um casal de gêmeos que no último sábado nasceu prematuro e não sobreviveu, não se furtarão em registrá-lo e sepultá-lo. A informação foi prestada ontem à reportagem pela própria mãe das crianças. De acordo com ela, o procedimento apenas não foi feito antes porque eles aguardavam orientações do Hospital da Unimed.

Ela acrescentou que, em concordância com o marido, pretende encaminhar os bebês para estudo científico, e há dúvidas em relacão ao procedimento a ser adotado. O pais dos bebês deve vir a Bauru hoje, onde deverá discutir o assunto.

No domingo pela manhã, a instituição registrou um boletim de ocorrência no plantão da Polícia Civil porque entendeu que os pais haviam se recusado a tomar a iniciativa. De acordo com o que a reportagem divulgou, como uma das crianças nasceu com vida, mas morreu logo na sequência, a família teria de registrá-la, além de providenciar a certidão de óbito, conforme prevê a lei.

Os corpos, no entanto, foram deixados no hospital e, posteriormente, conduzidos ao Instituto Médico Legal (IML), onde passaram por necropsia. Desde ontem à tarde, já estavam liberados para o sepultamento. Se o laudo confirmar a morte natural, mesmo que a família não os recolha, não incorrerá em crime, explica o delegado José Dorneles Costa. Neste caso, como o problema seria na esfera civil, ele oficiaria o Ministério Público para que o órgão cobrasse dos pais a legalização da situação. Enquanto isso, o IML poderia sepultar os gêmeos.

Abalada, a mãe, que é de Lins, aceitou conversar com a reportagem desde que não tivesse o nome divulgado.