Botucatu – O vereador Lelo Pagani (PT), punido anteontem à noite pela Comissão de Ética, Decoro Parlamentar e Disciplina da Câmara de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) com censura verbal, considera-se injustiçado e diz que não vai mudar sua atuação política na Casa.
A punição atende representação feita pelo secretário de Educação, Narcizo Minetto Júnior, que acusava Lelo de agir com falta de decoro ao protocolar requerimento na Câmara pedindo explicações ao governo sobre supostas irregularidades na gestão da sua pasta, com base em carta anônima. O relatório que apurou suposta quebra de decoro foi lido na Câmara.
“Essa chamada, para mim, vem com um ar injusto. Eu respeito a decisão, mas não aceito”, afirma. “A partir desse momento, cada vereador se sente com uma camisa de força para tomar algum tipo de atitude. E uma atitude que não é impensada, é uma atitude em cima de fatos, do que eu acredito, dos meus princípios”.
Na opinião do parlamentar, o relatório, chamado por ele de “intimidatório”, não vai resultar em mudanças na sua postura de combate às irregularidades e defesa da ética.
“Eu não vou mudar nada. Minha atuação vai continuar a mesma. Se chegaram denúncias, vou atrás novamente, vou procurar saber”, declara. “É o papel do vereador. Eu acho que a população espera isso, e os eleitores que votaram em mim esperam isso também”.
O vereador lamenta não ter tido oportunidade para esclarecer suas dúvidas e defende um diálogo maior com o Executivo. “Eu não estou acusando ninguém. Inclusive dei a oportunidade, através desse requerimento que foi rejeitado pedindo esclarecimentos, do próprio governo atual esclarecer alguns pontos”, alega. “Hoje, na prática, nós temos a falta dessas informações, a falta de esclarecimentos e um vereador censurado”.