Depois de três dias de queda, a Bovespa ensaiou uma recuperação na abertura, acompanhando o sinal vindo positivo do Exterior. Mas ela foi bastante efêmera e, antes do almoço, já tinha se transformado em perdas, que só cresceram ao longo da tarde. O euro, que pela manhã estava mais leve e exibia algum fôlego de alta, perdeu o ritmo e puxou os mercados acionários para baixo. A Europa, que encerrou os negócios antes desse movimento, conseguiu garantir algum ganho.
O Ibovespa recuou 3,22%, a segunda maior perda de maio, atrás dos 3,35% do dia 4. Fechou aos 60.841,08 pontos, menor patamar desde os 60.162,31 pontos de 28 de outubro do ano passado. Na mínima, o índice registrou 60.810 pontos (-3,27%) e, na máxima, os 63.529 pontos (+1,05%). Em quatro pregões no vermelho, as perdas já atingem 6,72%. No mês, a Bolsa tem baixa de 9,90% e, no ano, de 11,29%. O giro financeiro totalizou R$ 6,83 bilhões.
Pela manhã, os investidores até respiraram aliviados com a informação de que a Grécia recebeu 14,5 bilhões de euros (cerca de US$ 18 bilhões) da União Europeia, em referência à primeira tranche da ajuda financeira acertada para o país. Os recursos serão usados pela Grécia para honrar amanhã o vencimento de € 8,5 bilhões em bônus de 10 anos. Mas, quando os temores voltaram, os investidores passaram a reagir ao noticiário ruim, que incluiu o índice ZEW, da Alemanha (queda para 45,8 pontos em maio ante 53 em abril), a taxa de desemprego portuguesa (subiu para 10,6% no primeiro trimestre, ante 10,1% no último de 2009) e também a notícia de que a Espanha não conseguiu vender o que queria de títulos (saíram € 6,436 bilhões, ante previsão de € 6,5 bilhões a € 7,5 bilhões).
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RENDA FIXA
Renda bruta: 9,61%
Ganho líquido/30 dias: 0,61%
Pela taxa média de 9,61% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 21 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,76% e líquido de 0,61%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 7,69% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,61% e líquida de 0,49%.
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BOLSA DE SP
Bovespa: baixa de 3,22%
Volume: R$ 6,83 bilhões
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou a terça-feira com uma baixa de 3,22%, aos 60.841,08 pontos e com um giro financeiro de R$ 6,83 bilhões negociados.
Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones terminou o dia com um recuo de 1,08% e o índice Nasdaq sofreu uma desvalorização de 1,57%.
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OURO
Ouro/grama: R$ 73,49
Variação: estável
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro terminou o dia de ontem negociado a R$ 73,49, estável em comparação com o fechamento de anteontem.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, nos EUA, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,222,30, apresentando baixa de 0,29% às 17h50 de ontem.
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DÓLAR
Comercial: R$ 1,822
Variação: alta de 0,66%
O dólar comercial encerrou o dia de ontem com uma valorização de 0,66%, valendo R$ 1,820 na compra e R$ 1,822 na venda. O dólar paralelo registrou uma baixa de 0,51%, negociado a R$ 1,820 para a compra e a R$ 1,960 para a venda. O dólar turismo teve uma alta de 0,58%, cotado a R$ 1,776 na compra e a R$ 1,908 na venda.
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Tendências no mercado
Contratos de dólar futuro com vencimento em junho fecharam a R$ 1,827,0 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), em alta de 1,22% às 17h53. O Índice Bovespa Futuro para junho fechou em queda de 3,26% aos 61.160, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 11,03% e 12,21%, respectivamente.