08 de julho de 2026
Geral

Paciente aprova técnica quase indolor

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Primeiro vem aquele arrepio. Depois as pernas ficam bambas e o corpo gelado começa a estremecer. Esses são os principais sintomas apresentados pelas pessoas que sentem medo ou até pavor de tomar injeção. Se você pensou que isso ocorre apenas com crianças, está enganado.

Muitos adultos sofrem com esse medo e chegam a desmaiar só de verem a agulha, como é o caso do leitor do Jornal da Cidade André Fabrício Martins, que precisou da companhia da esposa e da atenção toda especial da enfermeira Vera Alves para tomar a vacina contra a gripe AH1N1 em Bauru. Sem sentir dor alguma, ele conseguiu se imunizar tranquilamente graças à técnica “em Z”.

“Pavor, medo, pânico, é isso que eu tenho quando vou tomar injeção”, foram as palavras escritas por Martins no e-mail que enviou ao JC. Ele contou, surpreso, que ao chegar na manhã de segunda-feira no Pronto-Socorro da Bela Vista, muito nervoso, se deparou com uma nova técnica de aplicação para vacinas intramusculares quase indolor utilizada pela auxiliar de enfermagem Vera, que trabalha no local há mais de 17 anos.

“Fui surpreendido ao tomar vacina com uma enfermeira, que ao saber que tenho medo, pavor e pânico de agulha, usou em mim uma técnica que mesmo com todos os meus receios em tomar a vacina contra a gripe AH1N1, não senti absolutamente nada”, relatou o leitor.

A auxiliar de enfermagem explicou que André chegou muito nervoso, então, ela pediu que ele se acalmasse e falou da nova técnica menos “agressiva” para vacinas intramusculares.

“Eu também distraí muito ele. Pedi que ele olhasse para a esposa e achasse ela feia. Eu disse a ele: pronto, já apliquei. Depois expliquei da nova técnica de aplicação. Ele não acreditou”, contou Vera, aos risos.

Novidade

A nova técnica “em Z” consiste em, ao invés de pinçar o nervo - dar aquela famosa apertadinha no local da aplicação - para injetar a vacina, os enfermeiros fazem o contrário. Eles esticam um pouco a pele estirando o nervo e deixando o músculo mais relaxado. “Assim o paciente sente bem menos dor”, explica Vera.

“Não senti absolutamente nada”, escreveu Martins relatando a satisfação de ter superado seu pavor com a ajuda da auxiliar de enfermagem.

Ao questionar Vera sobre a reação dos pacientes que tomaram a vacina contra a gripe AH1N1, ela contou que muitos reclamaram de dor, mas que isso também depende de cada um. “Às vezes a pessoa é que é mais dolorida. A maioria dos que se imunizaram disseram não ter sentido nada”, frisa.

No final do e-mail, André agradece a atenção e o atendimento especial que recebeu de Vera Alves. “Então eu agradeço essa enfermeira pelo seu treinamento e pelo atendimento que eu tive”.