Pequim - No sexto ataque contra estudantes na China em dois meses, 13 universitários foram esfaqueados ontem por um grupo de pelo menos cinco homens no sul do país. O incidente coloca em xeque as medidas de seguranças adotadas pelo governo nacional e acende o temor de que os episódios violentos se estendam ao ensino superior.
Desta vez, o ataque ocorreu na Província de Hainan, uma ilha turística. Durante a madrugada, de 5 a 10 homens armados invadiram o dormitório do Instituto Hainan de Ciência e Tecnologia. Segundo a agência oficial Xinhua, duas pessoas estão internadas em estado grave, mas sem risco de morte. Os atacantes seriam moradores da região que teriam discutido horas antes com estudantes.
Diferentemente dos episódios anteriores, ocorridos contra crianças de até 4 anos, desta vez as vítimas eram adolescentes. Outra mudança é que o ataque foi feito por um grupo, e não por um homem apenas. É o segundo ataque fora do padrão nesta semana. No domingo, um homem com uma faca entrou num mercado em Foshan, cidade da Província de Guangdong, também no sul, matou uma mulher e feriu outras cinco. Em seguida, ele se matou.
Com a exceção do alvo serem mulheres, há semelhanças com casos anteriores: assim como em dois episódios em escolas, o autor dos ataques se matou, desta vez se jogando de um edifício de três andares. Desde que a onda de violência começou, em 23 de março, 15 estudantes e 2 adultos morreram e mais de 50 ficaram feridos, a maioria crianças.
O governo lançou um plano para reforçar a segurança nas escolas, ao mesmo tempo em que limitou a divulgação dos incidentes pela imprensa, com o objetivo de não estimular novos ataques, sem resultado. Analistas apontam a falta de tratamento adequado a doentes mentais e o fracasso econômico em meio ao rápido desenvolvimento como os motivos para os ataques.