Havana - O jornalista cubano Guillermo Fariñas, em greve de fome há 86 dias para exigir a liberação de presos políticos, disse que espera uma proposta da Igreja Católica para reconsiderar seu protesto. Fariñas, 48, psicólogo e jornalista, iniciou a greve de alimentos e líquidos um dia após a morte do preso Orlando Zapata.
Ele pede a libertação de 26 presos políticos - de um total de 200, segundo a oposição - em mau estado de saúde, mas não descartou reconsiderar sua exigência dependendo do resultado da negociação da Igreja. Fariñas afirmou que recebeu a visita de dois padres, emissários do cardeal Jaime Ortega, que pediram que tivesse “calma’’, já que há discussões entre as hierarquias máximas do governo e da Igreja sobre a situação dos presos.
Um comunicado informou que Raúl Castro recebeu o monsenhor Ortega e o presidente da Conferência Episcopal e arcebispo de Santiago de Cuba, Dionisio García, com quem tratou da atual situação nacional e internacional. García confirmou que foram tratados assuntos de Cuba, entre eles a situação dos presos políticos e a greve de fome de Fariñas.