08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

ESPIRITISMO


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Está em cartaz nos cinemas de nossa cidade o filme que relata a vida do médium missionário Chico Xavier, título do referido filme. Fui assisti-lo na sessão da tarde e notei a frequência de um grande público, principalmente entre jovens demonstrando estarem interessados no filme ou provavelmente de conhecerem a vida desse médium. O espiritismo tem sido a fonte de milhares de pessoas que têm sede da verdade e é a grande revelação prometida por Jesus. O espiritismo vem despertando consciências em todas as idades, sequiosos que estão de conhecer a vida e a vida além túmulo. Segundo a Rede Globo de Televisão, dados fornecidos pelo IBGE, até o ano de 2000 havia em todo País aproximadamente dois milhões e meio de espíritas, no entanto, pesquisa apresentada pela emissora, atualmente são mais de 20 milhões de espíritas. Pelo interesse que a doutrina vem despertando, acredito pessoalmente que tem muito mais.

Nos Estados Unidos, é de domínio público que a religião dominante é o protestantismo, no entanto, a indústria cinematográfica americana produz em grande escala filmes com temas relacionados com a doutrina espírita. Recentemente a revista Veja revelou que em 90 universidades americanas a grade escolar aborda temas relacionados: vida em outras dimensões, reencarnação, obsessão, chacras, radiação, perispírito, fluido cósmico universal etc. A diferença é que lá é tratado dentro do ponto de vista científico e não religioso, no Brasil é visto como religião filosofia e ciência.

Filmes, novelas, precisamente da Globo, demonstram seus diretores que o tema espiritismo atrai milhões de telespectadores de todo o País. Livros psicografados, escritos por figuras como Chico, Divaldo Pereira Franco, Raul Teixeira, Richard Simonetti entre outros são procurados e traduzidos em diversos idiomas, deixando claro a realidade do espiritismo. Pergunta-se, o espiritismo não é uma religião? Qualquer pessoa sempre será bem-vinda em um centro espírita, pois essas instituições são casas de Deus espalhadas hoje pelo mundo, como qualquer religião, e onde não há preconceito, e é função da doutrina abrir os braços e acolher todos, especialmente aqueles que são doentes do corpo e alma e discriminados.

A diferença com outras religiões, quem resolve ser espírita, que essa pessoa estude, conforme oriente o espírito da verdade, que diz “amai-vos e instrui-vos”, a fim de sair da ignorância que guardou ao longo de centenas de séculos. Ser espírita é ter dentro de si a espada do conhecimento, de não julgar para não ser julgado. Ser espírita tem, precisa, poder vencer, não os outros, mas triunfar sobre si mesmo. Ser espírita é perder a paz para o mundo, porque não é mais do mundo, só está no mundo. Ser espírita não é da terra, só está passando pela terra. O espiritismo cresce em todo mundo não por meio do dízimo, ofertas, mas sim pela multidão que quer se livrar das montanhas de ignorância, buscam entendimentos, na certeza, no tesouro, nas pepitas do conhecimento da existência do espírito imortal que somos. O Brasil é considerado o berço do espiritismo, pelo jeito já abandonou o berço, caminha por todo mundo levando consolo, conhecimento, fé, esperança no seio de todas as classes. Em 2002, Chico Xavier fechou os olhos da carne, porém, abriu olhos de milhões de pessoas. (Francisco Macegoza)