Ontem, logo pela manhã, folheando o Jornal da Cidade, me deparei com a triste notícia do falecimento de um grande amigo de meu pai, José Roberto Popolo. Minha infância não poderia deixar de lembrar dessa figura, Cyrilo Junior, homem de bem e amigo fiel. Relembro que meu pai era vizinho de Cyrilo, na Quadra 11 da Rua Padre Nóbrega e, como toda criança dos anos 80, ficávamos – eu e alguns colegas da minha idade - jogando futebol na rua. Ocorre que a bola de futebol costumava a ‘teimar’ em cair na casa do Cyrilo e, portanto, a qualquer horário (cedo, tarde ou noite). Dessa forma, gritávamos: Seo Cyrilo, pega a bola pra gente. E lá ia ele, por vezes simpático, por outras muito furioso, quando isto se repetia 5, 10, 20 vezes no mesmo dia. Nossa convivência ainda se estendia à noite, isto porque Cyrilo costumava a cantar boleros e serestas, quase todos os dias, na Cantina de meu pai. E lá, na cantina, quando nos reencontrávamos e ele assim dizia: ... hoje vocês estavam impossíveis mesmo!
A última vez que falei com Cyrilo foi no velório de meu pai, amigo sempre presente que foi, com certeza não poderia deixar de comparecer para dar Adeus a seu amigo que estava indo. Cyrillo, sempre alegre e entusiasmado, não deixava de relembrar seus amigos do passado e de sua carreira como radialista. A canção de Ary Barroso, interpretada por Cyrilo, jamais esquecerei: Canta Maria, a melodia singela, canta que a vida é um dia, que a vida é bela, minha Maria... Um abraço, Cyrilo, até a próxima, que Deus esteja sempre com você.
João Popolo Neto