08 de julho de 2026
Internacional

Coreia do Norte ameaça Seul com guerra


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Pyongyang - A escalada recente de tensões entre as Coreias do Norte e do Sul alcançou novo nível ontem com o anúncio por Pyongyang da suspensão de relações com Seul em represália à acusação de que afundou navio da rival em março. Segundo a agência oficial do regime comunista KCNA, a decisão inclui a suspensão de comunicações e expulsão de funcionários sul-coreanos trabalhando no complexo industrial bilateral de Kaesong.

Na véspera, o governo sul-coreano já anunciara uma série de medidas contra a rival, entre elas retomada da transmissão a norte-coreanos de propaganda contra o regime, suspensão de ajuda e negativa a tráfego em suas águas.

Apesar da deterioração, analistas consideram remota a possibilidade de um conflito armado, embora não descartem a intensificação de rusgas e disputas pontuais.

O estopim para a mais recente crise entre as Coreias - que preservam um cessar-fogo, mas ainda estão oficialmente em guerra- foi o naufrágio de um barco da Marinha de Seul há dois meses.

No episódio, ocorrido na instável - e contestada por Pyongyang - fronteira marítima ocidental da península, 46 sul-coreanos morreram.

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Reação internacional

Seul - Após semanas de investigação com suporte internacional, na última quinta-feira a Coreia do Sul atribuiu formalmente à vizinha a responsabilidade pelo incidente, dizendo que o naufrágio foi causado por um torpedo submarino.

O regime do ditador Kim Jong-il rejeita a responsabilidade pelo episódio, o mais sério atrito em mais de duas décadas, e vinha alertando que qualquer punição seria respondida com “guerra total”.

A “primeira fase” das medidas anunciadas, como as qualificou a KCNA, vai vigorar até o ano de 2013, quando termina o mandato do presidente sul-coreano, Lee Myung-bak. Prevê ainda a proibição a tráfego pelo seu território.

A Coreia do Sul tem programados dois exercícios militares com os EUA no local do naufrágio e planeja levar o caso ao Conselho de Segurança da ONU, que já aplicou sanções contra Pyongyang devido a seu programa nuclear - a última há um ano.

Apesar do apoio de EUA e Japão, a manobra deve ser barrada pela China, que possui poder de veto no órgão.

Pequim é aliada do vizinho e teme que o cerco internacional o desestabilize.

Nos últimos dias, a secretária de Estado dos EUA tentou convencer a China a condenar o aliado pelo episódio, mas não houve sinalização nesse sentido. Hoje, Hillary Clinton deve chegar a Seul.