No tempo em que os coronéis comandavam as eleições, havia em cada sessão um livrão, desses que quando se abre ocupam a mesa toda do cartório eleitoral e ali constavam os nomes dos eleitores, escritos à mão, por cartorários nomeados por proteção política e nem sempre muito bem alfabetizados.
Na hora de votar, o mesário chamava o nome que estava ali no livrão, conforme conseguia entender a letra e assim foi que ele chamou:
- Quinhentorréis de Bosta.
Um eleitor se levantou e corrigiu:
- É Quintino Reis da Costa.
Contada por Isolina Bresolin Vianna